30 setembro 2005

 

Nossas Fraquezas - reflexão

Amados irmãos, paz de Jesus Cristo! Venho com alegre disposição e muita esperança na misericórdia de Deus propor-vos mais uma meditação, o assunto que quero que pensem é o seguinte: FraquezaSim, vamos meditar sobre nossas fraquezas. Quero que pensem naquilo que é mais difícil, naquilo que é mais doloroso de enfrentar na vida de fé. Deus nos criou em espírito e em matéria (carne) e não podemos negar nenhuma dessas dimensões. Possuímos uma psique e todo um desenvolvimento pessoal na personalidade e no físico e tudo isso nos influencia diariamente. Só conseguimos nos aproximar de Deus quando, sem mais resistir, aceitamos todas as dimensões de nosso ser e dialogamos com cada uma delas.Dialogar, essa é a palavra mais correta para definir a atitude que devemos ter com nossas fraquezas e limitações. Precisamos tentar dialogar com nossa raiva, com nossa tristeza, com nosso desejo, com os sentimentos que possuímos e que são humanos e necessários e descobrir o que Deus me diz em cada um deles. Somente quando não nego meus sentimentos e, ao contrário, converso francamente com eles, posso então entender o que Deus quer me dizer com isso ou aquilo. É extremamente necessário reconhecer quem sou, quais as minhas limitações e quais os meus dons para então conhecer a Deus. São Paulo diz: ?Eu me apresentei em vosso meio num estado de fraqueza, de desassossego e de temor? (I Cor. 2, 3). O apóstolo reconhece sua fraqueza e mesmo assim não deixa de evangelizar. Assim nós também devemos agir perante nossas fraquezas. Elas não devem impedir que eu realize o plano que Deus tem para mim, mas devem fazer com que eu me conheça melhor e possa, então, definir com mais clareza os passos que devo dar para superá-las com o discernimento correto.Deus fala nos nossos sentimentos e nas nossas fraquezas e nos diz o que precisamos e qual a Sua vontade. Quando sinto muita raiva, por exemplo, nisso Deus pode estar querendo que eu olhe para aquilo que mais irrita em mim mesmo, pode estar querendo mostrar-me que sou limitado e que não tenho que ser perfeito e eternamente paciente e pode também me mostrar aquilo que, naquele momento de minha vida, é prioridade trabalhar em mim. Não se pode generalizar, é preciso analisar cada situação. O medo, outro exemplo, mostra-me na verdade aquilo que ainda não consegui entregar nas mãos de Deus, ou aquilo que ainda não aceitei em mim, a tristeza pode ser um bom sinal para mim descobrir o quanto sou frágil e dependo de Deus, e assim por diante. O importante é sempre dialogar, conversar com as minhas fraquezas e tentar descobrir o que Deus quer me falar com elas. Ele nos fez assim e assim nos fala e edifica.As nossas fraquezas são na verdade uma ponte para o amor de Deus. Nelas podemos encontrar a maior prova de que Deus nos ama e nos quer no seu caminho. Por incrível que pareça a pequena história da ovelhinha com a patinha amarrada faz sentido, aquela que o pastor amarra a pata de sua ovelha para que ela não fuja e carrega-a no colo para que ela aprenda a andar com ele, assim como a pequena história da mãe que, para livrar o filho do crocodilo que tenta engoli-lo, deixa marcas das unhas nos braços dele. Deus muitas vezes nos deixa marcas dolorosas para salvar-nos. A misericórdia desse Deus é tamanha que se soubermos nos entregar de coração ao seu amor iremos perceber o quanto precisamos Dele e o quanto ele nos cerca de cuidados.Que possamos nos entregar a Deus de corpo e espírito e que Ele possa nos ensinar a descobrir nas nossas fraquezas a riqueza de seu amor e de sua misericórdia.
Sem. Filipe
 

São Jerônimo

RESUMO DE SUA VIDA
Numa era muito conturbada para a Igreja - como foi o final do século IV e a primeira metade do século V - surgiram simultaneamente na Cristandade grandes luzeiros de santidade e ciência, tanto no Oriente quanto no Ocidente: Santo Hilário, Bispo de Poitiers, Santo Ambrósio, de Milão, e a ?Águia de Hipona?, o grande Santo Agostinho. Com São Jerônimo - cuja festa comemoramos no dia 30 - formam eles o ilustre grupo dos chamados quatro Padres da Igreja latina daquela época.
Nos confins da Dalmácia e Panônia (na atual Hungria), nasceu Jerônimo, de pais cristãos, nobres e opulentos. Dotado de precoces aptidões para o estudo, o pai enviou-o, quando adolescente, para Roma, então a capital do mundo civilizado. Na Cidade Eterna, Jerônimo dedicou-se ao estudo da gramática, da retórica e da filosofia. Tal era seu amor pelos escritores clássicos, que formou para si rica biblioteca, copiando à mão os livros que não podia obter. Com dor, reconheceria depois, que em sua inexperiência tornou-se vítima do ambiente mundano da grande e decadente metrópole, extraviando-se do bom caminho. Porém, ao mesmo tempo declara que seu passatempo aos domingos consistia em visitar as catacumbas e as relíquias dos mártires, além de ser catecúmeno, pois, na época, a pessoa recebia o santo batismo já quase adulta.
Na idade de 30 anos, recebeu em Antioquia a ordenação sacerdotal, sob a condição de não ficar sujeito a nenhuma diocese e continuar monge como antes. Dirigiu-se depois a Constantinopla para ver e ouvir São Gregório Nanzianzeno, conhecido, por sua erudição, como o Teólogo. Lá permaneceu três anos, travando amizade também com os grandes luminares da Igreja no Oriente, São Basílio e seu irmão São Gregório de Nissa. As heresias pululavam, principalmente no Oriente, e tal era a confusão que o Imperador Teodósio e o Papa São Dâmaso resolveram convocar um sínodo em Roma. São Jerônimo foi convidado a dele participar, e escolhido para desempenhar a função de secretário, no lugar de Santo Ambrósio, que adoecera.
Em 384 faleceu São Dâmaso, e os inimigos de São Jerônimo iniciaram uma campanha de difamação que fez com que o santo deixasse definitivamente Roma e voltasse para a Terra Santa, estabelecendo-se em Belém. Seguiram-no Santa Paula e sua filha Eudóxia. Com o rico patrimônio de que dispunham, fundaram, sob a direção do Santo, um mosteiro masculino e um feminino, este dirigido por Santa Paula. Os 34 anos em que São Jerônimo viveu em Belém, passou-os escrevendo obras notáveis, combatendo os hereges, e dirigindo, por correspondência, inúmeras almas.
Todos se espantam pelo fato de São Jerônimo, tão enfermo que tinha que ditar suas obras, pudesse produzir tanto em tão pouco tempo. Em três dias, traduziu ele os livros de Salomão, e num só verteu para o latim o livro de Tobias que estava em caldaico. Em 15 dias ditou os comentários sobre São Mateus. Ao mesmo tempo escrevia apologias do Cristianismo contra os erros dos hereges do tempo, e refutação meticulosa de suas doutrinas. O empenho insuperável de São Jerônimo na tradução das Escrituras foi por ele mesmo assim descrito: ?Cumpro o meu dever, obedecendo aos preceitos de Cristo que diz: ?Examinai as Escrituras e procurai e encontrareis? para que não tenhais de ouvir o que foi dito aos judeus: ?Estais enganados, porque não conheceis as Escrituras nem o poder de Deus?. Se, de fato, como diz o Apóstolo Paulo, Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus, aquele que não conhece as Escrituras não conhece o poder de Deus nem a sua sabedoria. Ignorar as Escrituras é ignorar Cristo?. São Jerônimo faleceu no dia 30 do mês de setembro do ano 420, muito avançado em idade e virtude. No mesmo dia, aparecia a Santo Agostinho e desvendava-lhe o estado das almas bem-aventuradas no Céu.

29 setembro 2005

 

São Miguel, São Gabriel e São Rafael

Hoje a Igreja universal celebra a festa dos arcanjos São Miguel, São Gabriel, São Rafael. "Miguel" que significa: "Quem como Deus?" é o defensor do Povo de Deus no tempo de angústia. É o padroeiro da Igreja universal e aquele que acompanha as almas dos mortos até o céu. "Gabriel" - que significa "Deus é forte" ou "aquele que está na presença de Deus" - aparece no assim chamado evangelho da infância como mensageiro da Boa Nova, do Reino de Deus que já está presente na pessoa de Jesus de Nazaré, nascido de Maria. É ele que anuncia o nascimento de João Batista e de Jesus. Anuncia, portanto, o surgimento de uma nova era, um tempo de esperança e de salvação para todos os homens. "Rafael"- que quer dizer "medicina dos deuses" ou "Deus cura" - foi o companheiro de viagem de Tobias. É aquele que cura, que expulsa os demônios. São Rafael é o companheiro de viagem do homem, seu guia e seu protetor nas adversidades (Cf. ALVES, José Benedito. Os Santos de cada dia, São Paulo, Paulinas, 1998)

 

"Veneramos teu santo ícone, ó Deus de bondade, implorando o perdão de nossas culpas, ó Cristo Deus! Que voluntariamente, subiste corporalmente à Cruz para salvar da escravidão do inimigo os que formaste. Por isso, dando-te graças, nós te aclamamos: - "Trouxeste a todos grande alegria, ó Salvador nosso, quando vieste para salvar o mundo!" (Apolitikion do Domingo da Ortodoxia)

 

O Canto Litúrgico Bizantino

A cidade de Bizâncio, que se tornara Constantinopla desde que Constantino a fizera capital do Império (330), é um verdadeiro conservatório da cultura helênica e dos novos costumes cristãos, de onde renascerá o Ocidente cristão culturalmente esmagado pelos bárbaros.Capital do Império do Oriente (ou Império bizantino) até sua conquista pelos turcos em 1453, principal centro religioso e político da cristandade até o advento dos carolíngios (a Igreja romana se separa então do Império e se coloca sob a proteção dos francos), Constantinopla permanecerá por muito tempo o foco irradiante do helenismo cristão, a pedra angular entre o Oriente e o Ocidente, o cadinho em que se fundem as culturas. A verdadeira eclosão da música bizantina deve situar-se depois de 398, quando São João Crisóstomo, que se tornou patriarca de Constantinopla, encarrega o mestre da música imperial de compor novos hinos, adaptados à liturgia de que é promotor, juntamente com Basílio, o Grande. O canto bizantino, essencialmente monódico, pratica uma heterofonia simplíssima, cujas formas mais características são os floreios vocalizados sobre um tema em valores longos e nas grandes sustentações do som fundamental, qualificadas de ison (?igual?), cujo equivalente encontramos na música da Índia e, provavelmente, também na da Grécia. A liturgia musical bizantina sobreviveu ao Império; ela é, hoje, a da Igreja grega (gregos, servos, albaneses, búlgaros, romenos) e da Igreja russa (que adotou no fim do século X a liturgia musical búlgara, distinguindo-se mais tarde por um estilo especificamente russo, que evolui de forma diferente). Outros ritos do Oriente conservaram em sua música litúrgica o testemunho de seus vínculos bizantinos, mas evoluíram sob a influência da música árabe e das tradições autóctones: são os ritos maronita, sírio, armênio e copta. O Canto Bizantino influenciou fortemente o Canto Gregoriano.
texto extraído do site www.ecclesia.com.br
Para ouvir um exemplo da música bizantina tecle:http://www.ecclesia.com.br/musica/thomas_kagermann_kristos_anesti.mp3

 

Vocação do músico - reflexão

?Mas a cada um de nós foi dado a graça, segundo a medida do dom de Cristo.? (Efésios 4, 5). A cada um de nós foi dado um dom, ou mais, e Jesus age através desses dons que possuímos (somente pela graça e misericórdia de Deus), perpetuando a ação da Igreja no mundo, sendo nós todos juntos o corpo místico de Cristo. E cada parte desse corpo possui a sua particularidade e importância. Vamos, hoje, olhar para a voz desse corpo. ?Cantai ao Senhor Deus um canto novo e o seu louvor na assembléia dos fiéis.? (Sl 149, 1). Como cantar um canto novo? Que canto novo é este que Deus nos convida a cantar? Nossa conversão busca constantemente o homem novo (Efe. 4, 23-24), e o homem novo, por sua vez revestido de verdadeira justiça e santidade, canta um canto novo, que sobe ao céu louvando na assembléia dos fiéis, ou seja, juntamente com os seus irmãos. Mas é somente do canto que conhecemos como um conjunto ordenado de sons que nos fala o salmista? Sto Agostinho nos diz: ?Cantai com a voz, cantai com o coração, cantai com os lábios, cantai com a vida.? (sermões n. 34) Nossa vida, todo o nosso ser e agir deve ser esse canto novo. A vocação de músicos (ministros da música), não implica somente em um cantar com uma boa técnica, um bom conhecimento musical e litúrgico. A vocação de músicos de Deus ? representantes da harmonia que há do céu ? resume-se em viver o canto novo, ser o canto novo. Sto Agostinho no mesmo sermão diz: ?Quereis cantar louvores a Deus? Sede vós mesmos o canto que ides cantar. Vós sereis o seu maior louvor, se viverdes santamente.? Viver santamente, logo voltamos ao assunto que deve estar sempre presente e vivo em nossos corações ? a nossa santificação ? e como pensar na vocação de cantar sem antes pensar na vocação de ser santo? Jesus veio fazer a nova aliança para sermos homens e mulheres novos e para cantarmos o canto novo que brota do coração cada vez que nos permitimos ser instrumentos de Deus que é Amor. Esse é o centro da nossa vocação de músicos ? e de toda vocação -, o amor. Aprendemos a amar porque Ele nos amou primeiro (Jo 4, 10). E se Jesus nos amou primeiro, deu a vida por nós abrindo as portas do céu, então podemos nós, sim, abrirmos nossos corações para sermos novos homens e novas mulheres e cantarmos o canto novo, que é nossa vida nova, sob o Senhorio de Cristo, como São Paulo, (Gálatas 2, 20). Talvez não seja novidade o que lemos até agora. A novidade se encontra justamente neste convite: não somente cantemos o canto novo, vamos ser o canto novo. Que antes da técnica, do conhecimento, da preocupação com as vozes, da ação, soe nos nossos corações a mesma música, venha em nossos corações o amor de Deus e que cada gesto do nosso ser seja um canto agradável ao Senhor. Amém. Leituras adicionais Ex. 15, 2 Is. 42, 10 I Cor. 14, 15 -17 Apo. 5, 9 -10

 

Arte Sacra

Chamamos de Arte Sacra as mais belas expressões humanas, que com piedade e devoção retratam a majestade divina. Essa manifestação existe desde o início da história da humanidade e é da vontade de Deus que seja assim.
"Dotou-os (Deus) de talento para executar toda sorte de obras de escultura e de arte, de bordados em estofo de púrpura violeta e escarlate, de carmesim e de linho fino, e para a execução assim como o projeto de toda espécie de trabalhos". (Ex 35, 35). Arte Sacra
?Rendei-lhe a glória devida ao seu nome. Adorai o Senhor com ornamentos sagrados?.(Sl 28,2)
Poderíamos definir a Arte Sacra como a expressão dos sentimentos religiosos através das obras humanas. A arte na religião tem uma função de representação que leva à identificação com a realidade divina. Podemos também ver na arte religiosa a função de proteção que se atribui a essas representações e sua função didática, ou seja, ensinam-se as verdades religiosas através de suas representações.Desde a arte primitiva podemos encontrar esse tipo de manifestações no conjunto de peças de cerâmica, barro, pinturas e outros materiais para o favorecimento da caça e fertilidade. Assim, podemos encontrar em todas as religiões a tradição do culto a uma imagem considerada sagrada, à qual atribui-se geralmente uma origem divina ou mítica.Tanto o islamismo como o judaísmo e o cristianismo proíbem a idolatria. Por isso, os tipos de arte encontradas nessas religiões, principalmente no islamismo, são mais arquitetônicas, decorativas e geométricas. Já no cristianismo, ao contrário, encontramos todas as formas de representação artística, como a música, arquitetura, escultura e pintura. No cristianismo, admite-se a reprodução de representação de personagens nos ícones ou imagens. Devido a isso, encontram-se diversas obras de arte valiosíssimas dentro dos locais de oração, como, por exemplo, na Capela Sistina.Nos primeiros séculos do cristianismo, já se desenvolveram diversas representações de Cristo e dos apóstolos. Temos testemunhos delas nas catacumbas romanas e nas antigas igrejas no Oriente Médio. Nessa época já se pintava principalmente Jesus Cristo e sua mãe, a Virgem Maria.Na Idade Média, a Igreja Romana incumbiu aos artistas a decoração interna das igrejas. Muitos deles se destacaram na produção de obras de cunho religioso a fim de perpetuar idéias e sentimentos das crenças, de moldá-las em formas plásticas.A música, por sua vez, foi desenvolvida num período posterior ao da pintura, por volta do século VII. Recebeu suas codificações e linhas gerais pelo papa São Gregório Magno, daí o nome ?canto gregoriano?. O canto gregoriano é cantado em diversas vozes mas sempre em regime ?monofônico?, ou seja, todos cantam sempre as mesmas notas sem alteração contrapontística. Após o Concílio de Trento, no século XI, foi introduzido o canto polifônico na Igreja. Esse, por sua vez, representa a interpolação de diversas vozes, ou conjunto de vozes, caracterizando os tipos vocais, como barítonos, os tenores, os baixos, os contraltos e os sopranos, formando assim um todo harmonioso e belo. Com isso vemos a grande contribuição que a religião deu ao desenvolvimento da arte e da cultura, e vice-versa.
Texto elaborado por Ivan Rojasemail:ivan@religiaocatolica.com.brColaboração: Marisa Arruda Barbosaemail:marisa@religiaocatolica.com.br

28 setembro 2005

 

A arte de Deus e a arte para Deus. - reflexão

Nosso amado e bom Deus nos deu toda a criação e fez dela morada de suas prediletas criaturas, os homens. Essa magnífica obra de arte, que nem o mais sábio dos homens foi capaz de compreendê-la por completo, é uma das mais belas provas do amor de Deus. Observem a natureza, as plantas, desde as mais miudinhas às grandes figueiras, olhem os pássaros com tantas raças, cores e cantos diferentes, observem também as montanhas, os mares, os rios, e o infinito céu. Como dizer que isso tudo foi obra do acaso? Seria como se eu pegasse um copo de vidro, quebrasse em minúsculos pedacinhos e jogasse tudo para cima e, após tudo isso, os pedacinhos caíssem ordenadamente de forma a juntarem-se de novo num copo. Não, meus irmãozinhos, Deus em sua infinita sabedoria deu início a toda essa criação e hoje continua, através dela, a manifestar o seu amor e providência por nós. Se até os lírios dos campos Ele veste, que dirá a nós, seus prediletos? A obra de arte de Deus nos revela o próprio Deus. Vejamos agora a arte para Deus. A cada dia nos encontramos envolvidos pela criação, inseridos nela, sendo criação com ela (aqui me refiro a toda a natureza criada por Deus). Como é a arte para Deus? A arte para Deus é essa criação que eu transformo para melhor ainda aproximar-me do eterno - Deus -. É a tentativa, sempre falha, de ilustrar o céu, o paraíso, a própria presença de Deus em nós. Mas se é sempre falha, para que pintar os ícones e tantas outras pinturas, para que tecer tapetes e terços, para que desenhar, construir, compor e cantar?Porque através dessa arte que é imperfeita, diferente da de Deus, que eu manifesto o meu miserável amor por Ele. Maria ao ouvir a saudação de sua prima Isabel cantou o Magnífcat e assim expressou, com palavras limitadas, o ilimitado amor de Deus agindo nela. É como se fosse uma contradição. Fazemos arte sabendo que nunca iremos manifestar realmente o que se passa no céu ou até nos nossos próprios corações. Mas o ato de fazer arte, o ato de compor uma música e cantá-la, o ato de tecer um terço ou pintar um ícone ou quadro, oferecendo a Deus esse serviço, fazendo dele meio de conversão e santificação e principalmente de evangelização, aí se encontra o verdadeiro significado da arte para Deus (no nosso caso, a arte sacra cristã). Aí se encontra a espiritualidade da Arte para Deus, não nela propriamente dita, mas no ato de dedicá-la a Deus, no momento em que coloco meus dons ao serviço do Reino.
Sem. Filipe

 

Prece Suplicante

Ó, Pai, que seja sempre feita a Tua vontade e não a minha. Antes, que meus desejos não me pertençam, mas que sirvam apenas para agradar-Te. Enche-me, ó, Misericordioso, com Teu Santo Espírito. Fazei com que esta pobre serva, mesmo indigna de tua compaixão, Te obedeça sem vacilar.Ouve, pois, a minha prece:que eu acredite, sem ter visto;que eu Te ame, acima de tudo e de todos;que eu não perca meu coração em afetos deste mundo;que eu Te louve com meu canto;que eu tenha sempre esperança;que a Tua palavra seja vivida através dos meus atos;que eu não guarde rancor de fatos ou de pessoas;que eu perdoe sempre os meus irmãos;que eu procure aperfeiçoar a convivência comunitária;que eu seja canal de Tua Graça para todos que de Ti necessitam;que eu JAMAIS Te abandone, ó, Meu Deus!Acolhe, ó Amantíssimo, esta oração e me guarda em Tuas chagas, pois nelas inimigo algum ousou, nem ousará entrar.Amém!
Ars Júlia.
(04/09/05)

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