29 outubro 2005

 

Schoenstatt

Espírito Santo, Tu és a alma de minha alma. Cheio de humildade Te adoro. Ilumina-me, fortifica-me, guia-me e consola-me. Revela-me, tanto quanto isso ao plano do eterno Pai corresponde, revela-me os Teus desejos. Faze-me entender o que o Amor eterno de mim deseja. Faze-me entender o que devo fazer. Faze-me entender o que devo sofrer. Faze-me entender o que, em silêncio, com modéstia e reflexão, devo aceitar, carregar e suportar. Sim, Espírito Santo, faze-me entender a Tua vontade e a vontade do Pai. Pois, minha vida inteira não quer ser mais que um contínuo e perpétuo SIM aos desejos e ao querer do eterno Pai.
J. Kentenich

 

Ecumenismo

CARDEAL KASPER: ALEKSEJ II IMPÕE CONDIÇÕES PARA ENCONTRO COM BENTO XVI
Cidade do Vaticano, 25 out (RV) - Aleksej II impõe duas condições bem precisas para um possível encontro com Bento XVI: a solução dos problemas ligados ao "uniatismo" e ao "proselitismo". Foi o que explicou aos jornalistas, na manhã de ontem, o Cardeal Walter Kasper, na coletiva de imprensa em que apresentou o ato comemorativo que se realizará em Roma, na próxima quinta-feira, 27 de outubro, pelos 40 anos de promulgação da declaração conciliar "Nostra Aetate".O Patriarca ortodoxo de Moscou e de todas as Rússias pede que primeiramente, seja resolvida a questão da Igreja Greco-católica da Ucrânia, acusada por Moscou de proselitismo indevido ? isto é, de converter ao catolicismo populações já cristãs, ainda que ortodoxas (proselitismo), e de fazer isso por conta da Igreja de Roma, com a qual está em comunhão, reconhecendo o primado pontifício (uniatismo)."O encontro com Aleksej II _ explicou o Cardeal Kasper, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos _ é um desejo de Bento XVI, mas o Papa conhece as condições impostas pelo Patriarca. Portanto, não vejo a possibilidade de um encontro para breve" _ disse o purpurado. "Em particular _ explicou _ há obstáculos a serem superados quanto ao proselitismo." O Cardeal Kasper explicou ainda que um papel muito importante no diálogo ecumênico podem desempenhar os grupos e movimentos de oração comum, base de um ecumenismo espiritual, do qual podem surgir os futuros frutos do diálogo ecumênico.De um ponto de vista geral, disse o purpurado, podemos dizer que o ecumenismo vive "uma situação intermédia, cresceu a consciência ecumênica; com os tantos colóquios realizados, foram superadas desconfianças e mal-entendidos, estreitamos muitos laços de amizade, e a amizade é o coração do ecumenismo, não os documentos"."Por outro lado _ explicou ainda o Cardeal _ restabelecemos o diálogo com todas as Igrejas ortodoxas, que havia sido interrompido nos últimos quatro anos. Em particular _ disse _ conseguimos melhorar as relações com Igrejas muito fechadas, como as da Sérvia, Grécia e Bulgária, e também com a Rússia as coisas caminharam." (MZ)
Fonte: Rádio Vaticano

27 outubro 2005

 

Catolicismo está ameaçado no Brasil, diz o Arcebispo Dom Cláudio

12.10.2005 - Para o Brasil continuar sendo um país católico é necessário um "esforço extraordinário", na opinião do cardeal arcebispo de São Paulo, dom Cláudio Hummes. De acordo com as informações divulgadas pelo cardeal, que esteve em Roma participando do sínodo dos bispos, nos últimos 14 anos o número de católicos no Brasil caiu de 83% para 67% da população. Com intenção de sensibilizar o Vaticano e os 250 bispos, que representam dioceses do mundo todo, sobre a perda de fiéis no Brasil e na America Latina, dom Cláudio apresentou as últimas estatísticas de que a CNBB dispõe. Ele falou numa das sessões plenárias do sínodo, que vai até o dia 23. No discurso, que teve grande repercussão no Vaticano e na imprensa italiana, o arcebispo de São Paulo informou que há uma perda média de 1% de fiéis por ano. "Até quando o Brasil será ainda um país católico?", perguntou dom Cláudio diante da assembléia. "Esse processo dura 20 anos e se mantém num ritmo constante, sem previsão de se esgotar ou que haja uma reversão", declarou o cardeal em entrevista à BBC Brasil, confirmando que houve interesse e preocupação com os dados apresentados. "Percebi isso no plenário do sínodo, o papa também estava presente", disse. As estatísticas, contudo, não impedem que o país ainda seja considerado como o que têm o maior número de católicos no mundo: 140 milhões de brasileiros se dizem católicos. De acordo como o arcebispo de São Paulo, a maior parte dos fiéis que deixam a Igreja Católica, o fazem para ingressar nos movimentos pentecostais protestantes. Isso acontece principalmente nos setores mais populares da sociedade. As causas desse abandono são várias, de acordo com a análise do cardeal. A principal delas, em sua opinião, é "a incapacidade, por diversos motivos, de a Igreja Católica evangelizar plenamente todos os seus batizados". Outra é a pobreza. "Há religiões e seitas que oferecem cura de doenças ou prosperidade em troca de dízimo", diz dom Cláudio, "famílias muito carentes, que não tem a quem recorrer, se apegam a quem promete alguma coisa". O pluralismo que caracteriza as grandes cidades secularizadas, também é um dos motivos que levam os fiéis a deixarem a Igreja Católica, de acordo com ele. "Principalmente nas periferias mais pobres das grandes cidades o povo precisa muito sentir o calor de sua igreja. As pessoas vivem isoladas, diante de muitas ofertas, não só de consumo material, mas também religioso", afirma o cardeal. Segundo dom Claudio Hummes, a solução é evangelizar, conforme sugeria o papa João Paulo II, que chegou a dedicar uma encíclica a este tema. No Brasil já está sendo aplicado um projeto que prevê uma obra missionária, mais que evangelizadora. "Temos que ir ao encontro dos fiéis, de casa em casa, nas escolas, nas instituições e não apenas nas paróquias", diz o cardeal Hummes. Boa parte desse trabalho deve ser desenvolvido por leigos, treinados para se tornarem missionários, visto que o baixo número de sacerdotes é um dos grandes problemas da Igreja Católica no Brasil e em boa parte da América Latina. O arcebispo de São Paulo informa que, para surtir efeito, a ação deve ser constante e permanente. "Não basta você ir na paróquia promover a evangelização, tem que sair em busca das pessoas porque as pessoas não vêm mais. A Igreja tem que estar mais presente", sugere. A constante ameaça das Igrejas Evangélicas pentecostais também foi tema de uma reunião, organizada pela CNBB no final de setembro, em São Paulo, da qual participou o cardeal Walter Kasper - prefeito do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos. As estatísticas que dom Cláudio Hummes divulgou durante o sínodo foram mostradas ao cardeal Kasper durante aquele encontro. Apesar da gravidade do problema, o arcebispo de São Paulo exclui qualquer contraste direto com os evangélicos. "Não pensamos em entrar em conflito com as outras igrejas e religiões que estão levando batizados católicos", garante, "queremos respeitar plenamente a liberdade religiosa e de consciência, isso para a igreja católica é sagrado." O sínodo dos bispos ¿ o primeiro do pontificado de Bento 16, não deverá ser decisivo para resolver a questão específica dos movimentos religiosos que tiram fiéis da igreja católica. o assunto será discutido com mais atenção durante a 5ª Conferência do Episcopado Latino Americano, em Santo Domingo em 2007. O discurso de dom Cláudio Hummes, entretanto, serviu como alerta para Vaticano, colocando em discussão a idéia de que a América Latina é uma grande reserva católica. "A prioridade é investir na África, na Ásia ou na Europa, que está ficando descrente", comenta o arcebispo de São Paulo, "Brasil e América Latina são deixados para depois porque mesmo tendo problemas, são católicos. De repente, com essas estatísticas, eles percebem que o futuro não é tão garantido assim"
Fonte: Terra Notícias

 

Católicos e Ortodoxos retomam diálogo teológico

Roma (Itália), 25/10/2005 - 16:48 O diálogo teológico entre a Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas, suspenso há vários anos, será retomado em Dezembro com uma reunião em Roma da comissão mista católico-ortodoxa. O anúncio foi feito ontem pelo Cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, e corresponde a um desejo explícito do falecido João Paulo II e de Bento XVI que contou com a aprovação de todas as Igrejas Ortodoxas.O encontro de Dezembro servirá de preparação a uma reunião plenária da referida comissão mista, marcada para o ano de 2006, na Sérvia, precisou o Cardeal alemão. A iminente publicação de um documento conjunto luterano-católico e o relançamento da comissão mista católico-ortodoxa são momentos significativos do atual diálogo ecumênico, deixando vislumbrar a possibilidade de um encontro do Papa com todos os patriarcas das Igrejas Ortodoxas e de uma reunião com o Patriarca Ortodoxo de Moscovo, Alexis II.O diálogo teológico oficial, que tem lugar através de uma Comissão Mista Internacional católico-ortodoxa, da qual fazem parte representantes da Igreja Católica e de diferentes Igrejas Ortodoxas, estava bloqueado desde a reunião celebrada no ano 2000, em Baltimore (EUA), por causa das divisões surgidas sobre o tema desse encontro, ?Implicações teológicas e canônicas do uniatismo? - termo com o qual os Ortodoxos falam dos cristãos de países de tradição Ortodoxa que estão em união com o Papa.Estas divergências são particularmente graves no caso das relações entre o Vaticano e Moscovo, tendo impedido uma visita da João Paulo II à Rússia. O Cardeal Kasper considera que ?o gelo já foi quebrado?, mas confessa que ?é preciso trabalhar muito? até ser possível prever uma visita de Bento XVI a Moscovo. Fonte: Agência Ecclesia

24 outubro 2005

 

Vaticano reafirma: leigos não podem administrar a Unção dos Enfermos

A Congregação para a Doutrina da Fé tornou pública hoje uma Nota acerca do Ministro do Sacramento da Unção dos Doentes, recordando que apenas os sacerdotes (Bispos e presbíteros) podem administrar o Sacramento.O documento ainda é assinado pelo então Cardeal Joseph Ratzinger, hoje Bento XVI, e esclarecer que a doutrina sobre esta matéria é ?definitive tenenda?, ou seja, não está sujeita a nenhuma alteração. ?Nem diáconos nem leigos podem exercitar este ministério e qualquer ação neste sentido constitui uma simulação do Sacramento?, aponta a Nota.Numa carta enviada aos presidentes das Conferências Episcopais, Joseph Ratzinger lembra que ?nestes últimos anos chegaram à Congregação para a Doutrina da Fé muitas perguntas? a respeito da Unção dos doentes. Aos prelados é enviado um resumo da história da Doutrina sobre o Sacramento, esclarecendo as ?dúvidas?.A Unção dos doentes procura mostrar ?a solicitude corporal e espiritual do Senhor para com os doentes?, como refere a Introdução ao Ritual. ?A pessoa que está doente necessita de uma peculiar Graça de Deus para que não perca o ânimo na aflição, nem venha a fraquejar na fé, pela falta de confiança no Senhor?, explica esse documento.Conhecida antigamente como ?Extrema Unção?, o sacramento é ?para alívio e salvação dos fiéis em perigo de vida, por motivo de doença, acidente, idade avançada ou iminência de intervenção cirúrgica de risco?. São seus ministros o bispo, o pároco, os vigários paroquiais e os superiores dos institutos clericais; e, na sua falta, qualquer presbítero, pressuposta a devida autorização e a posterior informação.

 

LISBOA SERÁ CONSAGRADA A NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Lisboa, 21 out (RV) - A imagem de Nossa Senhora, que fica na Capela das Aparições, em Fátima, será levada a Lisboa onde, no dia 12 de novembro, a cidade se consagrará a Nossa Senhora de Fátima.O ato de consagração, após uma procissão de velas, com a imagem, é uma das várias iniciativas do programa religioso do Congresso Internacional para a Nova Evangelização (ICNE), que decorrerá na capital portuguesa, de 5 a 13 de novembro.A coroa preciosa, oferecida pelas mulheres portuguesas, e na qual foi incrustada a bala que feriu João Paulo II no atentado que sofreu em maio de 1981, acompanhará a imagem, que sairá privadamente de Fátima, na manhã do dia 12, em direção a Lisboa, tendo como destino final a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, na capital portuguesa. As celebrações religiosas terão início por volta das 17h, na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, seguidas de uma procissão de velas pelas principais ruas do centro da capital portuguesa, em direção à Praça dos Restauradores, local onde será feita a consagração da cidade a Nossa Senhora de Fátima.A última vez que essa imagem saiu da Capela das Aparições, em Fátima, foi em 2000, para a consagração do novo milênio a Nossa Senhora, no dia 8 de outubro, em Roma.Enquanto a imagem não estiver na Capela das Aparições, será colocada em seu lugar, a imagem da Virgem Peregrina de Fátima, que atualmente se encontra na basílica do santuário. (MZ) fonte: Radio Vaticano

 

SÍNODO: CONCLUÍDOS OS TRABALHOS

A votação das proposições desta manhã marca o final do Sínodo sobre a Eucaristia: um dos momentos salientes e conclusivos do encontro iniciado no dia 3 do corrente.Ao término do sufrágio, os padres sinodais participaram de um almoço em companhia de Bento XVI, que amanhã, domingo, presidirá na Praça São Pedro a Missa solene de conclusão do Sínodo e do Ano da Eucaristia, além de proceder à canonização de cinco bem-aventurados na comemoração do Dia Mundial das Missões.Na manhã de hoje, foi difundida a versão definitiva da mensagem conclusiva dos bispos ao povo de Deus, intitulada "Eucaristia: pão vivo para a paz do mundo". Durante a coletiva de imprensa conclusiva do Sínodo, tratou-se deste documento e dos temas principais discutidos durante as três semanas de debates, sintetizados nas 50 "proposições" entregues ao Papa. Participaram da coletiva, o Cardeal-arcebispo de Sydney, George Pell; o Secretário Especial do Sínodo, Dom Roland Minnerath; o Cardeal-arcebispo de Quebec, Marc Ouellet; e o Reitor da Pontifícia Universidade Lateranense, Dom Rino Fisichella.

 

Sínodo: comunhão para divorciados e celibato sacerdotal

Os participantes da assembléia sinodal em curso no Vaticano, sobre a Eucaristia, após os trabalhos dos últimos dias, dedicaram todo o dia de ontem às reuniões em grupos lingüísticos, os chamados "círculos menores", destinados a produzir os relatórios a serem posteriormente submetidos ao voto da assembléia.No final da manhã, o cardeal nigeriano Francis Arinze _ Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos _ e outros padres sinodais fizeram uma avaliação sobre os trabalhos do Sínodo, no encontro que mantiveram com os jornalistas, na Sala de Imprensa da Santa Sé, respondendo às suas perguntas sobre temas "candentes" do Sínodo.A comunhão aos divorciados que voltam a se casar, o celibato sacerdotal, e a crise ocidental que leva os fiéis _ com a perda do sentido do sagrado _ a não mais compreender o mistério da Eucaristia.O cardeal Arinze abordou, com o auxílio de quatro padres sinodais _ entre os quais o cardeal Juan Sandoval Íñiguez, arcebispo mexicano de Guadalajara, e o arcebispo norte-americano Dom John Patrick Foley, presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais _ alguns dos temas do Sínodo que mais interessaram à imprensa.Entre os primeiros a falar, na coletiva de imprensa, o cardeal Íñiguez ressaltou com gratidão, a freqüência com que Bento XVI tem participado das congregações gerais do Sínodo.Por sua vez, coube ao cardeal Arinze reiterar, entre outras coisas, a posição da Igreja em relação à delicada questão da comunhão aos divorciados que se casaram novamente: "Não vemos isso como lei da Igreja, mas como lei de Deus. A questão é esta: se duas pessoas são casadas e se esse matrimônio é válido diante de Deus e diante da Igreja, porém o matrimônio fracassou, não temos o poder de desfazer um matrimônio que é válido diante de Deus e da Igreja. O que se poder fazer? Uma coisa é ter compaixão por essas pessoas, porque sofrem; outra coisa é dizer que podem encontrar outro marido ou outra esposa e viver juntos e receber a comunhão. Porque, aquilo que fazem, nessa situação, não mais reflete aquela imagem de matrimônio que a nossa fé nos ensina. São membros da Igreja, mas nesse estado não podem participar da comunhão. Nós somos apenas ministros, e devemos responder diante de Deus: eis o problema" - disse o cardeal Arinze.Sobre a questão do celibato sacerdotal _ tema que suscitou diversos pronunciamentos na Sala do Sínodo _ o bispo ucraniano Sofron Stefan Mudry, ilustrou o cenário de seu país, referindo as "graves dificuldades sociais" e os problemas práticos que devem afrontar os homens casados ordenados sacerdotes, desde a carência de moradia à impossibilidade, por vezes, de deslocar-se de uma paróquia para outra, por causa, por exemplo, dos filhos em idade escolar. Situações que contrastam com a dedicação que o ministério requer.A propósito da ordenação sacerdotal de homens casados como meio de solucionar a crise vocacional, eis o que disse o cardeal Íñiguez: "É um problema, não uma solução. Vocês sabem que, nas Igrejas orientais católicas existem sacerdotes casados; três ou quatro padres dessas Igrejas se pronunciaram, dizendo que, apesar de ser previsto o matrimônio dos sacerdotes, existe igualmente a crise vocacional. Os sacerdotes não têm tempo para estudar, devem trabalhar muito, para manter a esposa e os filhos; por vezes se divorciam, por vezes pedem que o bispo mantenha o sacerdote, a esposa e os filhos?·Quatro representantes da CNBB estão participando dos trabalhos sinodais: o cardeal-arcebispo de Salvador, Bahia, Geraldo Majella Agnelo, presidente da CNBB; o cardeal-arcebispo de São Paulo, Cláudio Hummes; o arcebispo de Vitória da Conquista, Bahia, Dom Geraldo Lyrio Rocha; e o arcebispo de Mariana, Minas Gerais, Dom Luciano Mendes de Almeida. Fonte: Rádio Vaticano

19 outubro 2005

 

Missa em honra a São Lucas Evangelista

Amigos(as), paroquianos(as), muito obrigado, mais uma vez por terem estado ontem, 16/10, conosco celebrando São Lucas Evangelista. Como não existe missa "bonita" por não ter uma missa "feia", foi tudo conforme aIgreja deseja e Deus e São Lucas merecem. Me ajudem a ser um "pároco admirável" como reza a oração da Coleta da missa de São João MariaVianney, padroeiro dos párocos. Abençoada semana. Em Cristo Mestre e SãoLucas, pe. Pedro K.
Mensagem do Pe. Pedro aos paroquianos da Igreja São Sebastião e paróquia Universitária, Porto Alegre, e a todos os seminaristas que participaram da celebração deste domingo passado.

 

O não e o sim

O referendo do próximo domingo colocou a questão de uma maneira muito radical. Entre o não e o sim há um meio termo. Entre o referendo e não referendo há inúmeras outras questões que afligem o país e delas o governo vem descurando. Em princípio, todos devem, é óbvio, ser a favor da não-violência. Jesus ensinou: "Amai-vos uns aos outros" (Jo 13,34) e não "Armai-vos uns aos outros". Há, porém, no Brasil, milhares de mortes nas estradas mal cuidadas deste país. Existem um sem número de brasileiros a morrer de fome, convivendo com uma lamentável pobreza. A situação da saúde dos patrícios é deplorável. A distribuição de renda desta nação é uma das piores do mundo. O que se vai gastar com o referendo poderia minimizar muitos destes males. Fabulosa é a verba que o governo pretende consumir na polêmica transposição das águas do Rio São Francisco. Ora, tudo isto vem à tona, com este assunto do referendo e, inclusive, o cidadão quer saber se as autoridades vão desarmar os bandidos, vão aparelhar melhor a polícia, iluminar melhor as vias públicas. Outrossim, fica em aberto a questão do contrabando que poderá trazer outros problemas sérios. Na verdade, o que é preciso é a cultura da vida e não da morte, mas as tentativas a favor do aborto, da eutanásia têm tido complacência dos poderes públicos. Cumpre se viva o conselho de Jesus Cristo: "Seja o vosso sim, sim; o vosso não, não" (Mt 5,37). É preciso que haja coerência total. Não se pode ficar justificando um erro com outro erro. Diante da febre aftosa que assola o Estado do Mato Grosso com gravíssimas conseqüências econômicas, o Presidente afirmou, na Europa, que a febre aviária européia é muito mais grave. E daí? O suborno não começou neste período republicano, mas querer dar justificativa acusando governos anteriores é tapar o sol com a peneira e não desejar resolver de vez a corrupção que contamina a vida pública. Na semana passada na maior cidade do país, na maior Universidade da nação, a USP, um estudante matou o colega com uma facada. Um motorista de táxi narrou a este articulista como foi agredido violentamente, certa vez, por um assaltante que o atacou com uma faca pontiaguda! Portanto, o ponto crucial é o desarmamento dos espíritos, uma sociedade mais justa e humana. No referendo do dia 23 de outubro cada um votará de acordo com sua consciência, pesando os prós e os contra, os aspectos positivos e negativos do NÃO e do SIM, ainda que o ideal seja, de fato, um não às armas, mas também um não a todo tipo de opressão, de enganação, de corrupção.Vale se lembre a historieta que diz terem três velhinhos batido na porta de uma casa e a senhora os atendeu e perguntou o nome deles. Disseram: somos a Fortuna, a Fartura e o Amor, mas só pode entrar um de nós e queremos saber se seu marido está em casa. Ela disse que chegaria em breve. Chegado este a esposa contou o ocorrido e o marido deu licença para que ela os chamasse. Qual deles? A marido queria que fosse a Fartura. A esposa desejava a Fortuna, mas o filho interveio e pediu: "Chamem o Amor e vocês pararão de discutir e amando mais uma ao outro, haverá mais Fortuna e Fartura". Os pais cederam, mas quando a mulher foi chamar o Amor os três entraram. Ela indagou: "Não era um só que poderia entrar"? Eles responderam: "Acontece, porém, que onde entra o Amor vai junto a Fortuna e a Fartura!" O que falta no Brasil de hoje é mais amor dos políticos ao povo e amor dos cidadãos entre si!
texto extraído do site - www.universocatolico.com.br
Concordo plenamente com o texto acima. Minha opinião pessoal é de que não devemos ser ingênuos. Sou contra as armas e contra este referendo. Acredito que existem questões muito mais importantes a serem referendadas, e principalmente resolvidas. Me parece que esta ação está servindo para desviar a atenção da população. O fato de eu ser cristão não me torna inocente, não posso simplesmente aceitar uma proposta que não foi claramente justificada. Se existe interesse no lado da industria armamentista, existe também do lado do governo. Voto não! Não porque sou a a favor das armas mas porque sou contra esta tentativa de mais uma vez passarem o povo para trás. Devo mostrar, no meu voto, minha crítica.

11 outubro 2005

 

Palavras de João Paulo II sobre a música sacra

A música sacra constitui uma parte integrante da liturgia. O canto gregoriano, reconhecido pela Igreja como "canto próprio da liturgia romana" (Sacrosanctum concilium, 116), é um património espiritual e cultural único e universal, que nos foi transmitido como a expressão musical mais límpida da música sacra, ao serviço da Palavra de Deus. A sua influência sobre o desenvolvimento da música na Europa foi considerável. Tanto os eruditos trabalhos de paleografia da Abadia de São Pedro de Solesmes e a edição das recompilações do canto gregoriano, fomentadas pelo Papa Paulo VI, como também a multiplicação dos coros gregorianos, contribuíram para a renovação da liturgia e da música sacra em particular.
O canto popular, que é um vínculo de unidade e uma jubilosa expressão da comunidade em oração, promove a proclamação da única fé e oferece às grandiosas assembleias litúrgicas uma solenidade incomparável e íntima.
A aplicação das orientações do Concílio Vaticano II acerca da renovação da música sacra e do canto litúrgico de modo particular nos coros, nas capelas musicais e nas Scholae Cantorum exige hoje dos pastores e dos fiéis uma sólida formação a níveis cultural, espiritual, litúrgico e musical. Além disso, requer uma reflexão aprofundada, para definir os critérios de constituição e de difusão de um repertório de qualidade, que consinta à expressão musical servir de maneira apropriada o seu fim último, que é "a glória de Deus e a santificação dos fiéis" (Sacrosanctum concilium, 112).
Dilectos amigos músicos, poetas e liturgistas, a vossa contribuição é indispensável. "Quantas composições sacras foram elaboradas, ao longo dos séculos, por pessoas profundamente imbuídas pelo sentido do mistério! Crentes sem número alimentaram a sua fé com as melodias nascidas do coração de outros fiéis, que se tornaram parte da Liturgia ou pelo menos uma ajuda muito válida para a sua condigna realização. No cântico, a fé é sentida como uma exuberância de alegria, de amor, de segura esperança da intervenção salvífica de Deus" (Carta aos Artistas, 12).
Estou convicto de que posso contar com a vossa generosa colaboração para conservar e incrementar o património cultural da música sacra, ao serviço de uma liturgia fervorosa, lugar privilegiado de inculturação da fé e de evangelização das culturas. Por este motivo, confio-vos à intercessão da Virgem Maria, que soube cantar as maravilhas de Deus, e concedo com afecto, a vós e às pessoas que vos são queridas, a Bênção apostólica.

 

O Leão de Münster

O New York Times definiu o bispo Von Galen ?o adversário mais obstinado do programa nacional-socialista anticristão?. Sua coragem e seus duros sermões contra Hitler, pronunciados do púlpito da catedral de Münster, deram a volta ao mundo. E Pio XII escreveu a ele para manifestar seu pleno apoio e sua gratidão

Mais informações sobre o Bispo Von Galen em: www.30giorni.it/br


 

Falta de fé pode ofuscar mentes inteligentes perante ideologias de moda, diz o Papa

Em palavras improvisadas neste domingo durante um ato pessoal de veneração das relíquias do recentemente beatificado "Leão do Münster", Cardeal Clemens August von Galen, O Papa Bento XVI advertiu que a falta de fé pode obscurecer inclusive as mentes mais lúcidas frente às ideologias de moda. Falando do Cardeal von Galen, o Papa disse espontaneamente: "Todos, e em particular os alemães, damos graças a Deus porque o Senhor deu a este grande testemunha da fé, que em tempos de escuridão fez brilhar a luz da verdade e foi valente ao opor-se ao poder da tirania"."Mas devemos nos perguntar: De onde lhe veio esta intuição em um tempo em que pessoas inteligentes eram como cegas? E de onde tirou a força para opor-se em um momento em que também os fortes se mostraram fracos e vis?", questionou o Pontífice."Obteve a intuição e a coragem da fé ?prosseguiu?, que lhe mostrou a verdade, abriu-lhe o coração e os olhos. Temia a Deus mais que aos homens, e concedeu a valentia de fazer e dizer o que outros não ousavam dizer e fazer. Deste modo, dá-nos coragem, exorta-nos a viver de novo a fé hoje e nos ensina como é realizável nas coisas singelas e humildes e, entretanto, grandes e profundas".O Papa terminou destacando que o novo beato "nos mostra esta catolicidade singela em que o Senhor nos encontra, em que abre nosso coração e nos concede o discernimento do espírito, a valentia da fé e a alegria de ser salvos. Demos graças a Deus por esta grande testemunha da fé e peçamos que ele nos ilumine e nos guie".

07 outubro 2005

 

SÍNODO: BISPO ROMENO RELEMBRA PERSEGUIÇÃO COMUNISTA

Cidade do Vaticano, 06 out (RV) - Um dos momentos de maior comoção na Assembléia do Sínodo se deu nesta quinta-feira, durante a intervenção do Bispo romeno Lucian Mure?an, Arcebispo metropolitano de Fagaras e Alba Julia dos Romenos e Presidente da Conferência Episcopal Romena. Dom Mure?an lembrou a perseguição sofrida pela Igreja no seu país no decorrer dos anos de governo comunista. O prelado voltou no tempo para contar aos padres sinodais o processo de reeducação marxista a que foram submetidos os sacerdotes católicos da Romênia. Entre as imposições dos comunistas, estavam a prisão de fiéis pelo simples motivo de serem católicos e a profanação e a ridicularização da missa. As celebrações eucarísticas continuaram a ocorrer, mas os sacerdotes tinham de usar uma colher no lugar do cálice sagrado e precisavam misturar água com grãos de uva para simular o vinho.Hoje, porém, ressaltou Dom Lucian Mure?an, "os filhos de Deus famintos do pão eucarístico vivem em liberdade na Romênia" e são frequentadores assíduos das liturgias. Cerca de 80% dos fiéis participam das missas em um país em que os católicos são somente 12% da população." No nosso país, os comunistas deram ao homem somente o pão material e buscaram tirar da sociedade e do coração das pessoas o pão de Deus. Agora, vemos que eles tinham um grande medo do Deus presente na Eucaristia", desabafou Dom Mure?an, que recebeu os aplausos e a solidariedade da Assembléia do Sínodo.Também vítima de limitações por parte dos comunistas, a Igreja no Vietnã teve a sua realidade apresentada no Sínodo por Dom Pierre Trân Dinh Tu, Bispo de Phú Cuong. Embora os comunistas vietnamitas permaneçam no poder, o prelado relatou aos Bispos sinodais o mesmo fenômeno de alta freqüência às missas observado na Romênia."Para os católicos vietnamitas, a celebração eucarística tem uma importância particular. Nossos católicos são praticantes. E uma explicação para isso pode ser encontrada na formação catequética e familiar. Existe razão para acreditar que a devoção eucarística traga muitos frutos a seus países", exortou o Bispo asiático.Da Turquia, onde também há algumas restrições à liberdade de culto, os padres sinodais receberam o relato do Vigário Apostólico em Anatolia, Dom Luigi Padovese. Em entrevista à Rádio Vaticano, o prelado contou como a Eucaristia ganhou em seu país o caráter de ecumenismo. "A Turquia como terra de antiga memória cristã, apresenta uma pluralidade de situações em relação à Eucaristia. Nas nossas celebrações, comparecem cristãos não somente latinos, mas também armênios, caldeus, sírio-católicos e ortodoxos. A Eucaristia se torna para nós o único momento significativo de agregação não apenas entre católicos, mas entre os cristãos." (RW)

 

Primeiro milagre para a beatificação de João Paulo II

O processo de beatificação e canonização de João Paulo II pode conhecer um passo decisivo com a revelação de uma primeira cura inexplicável atribuída à sua intercessão. As regras canônicas estabelecem que os milagres só podem ser considerados para o processo se acontecerem após a morte do candidato à beatificação. A revista italiana "Famiglia Cristiana", apresenta em sua edição da próxima semana um testemunho que, se confirmado, pode levar João Paulo II aos altares em tempo recorde. O próprio Arcebispo de Cracóvia, Stanislaw Dziwisz, antigo secretário pessoal do Papa polaco, confessou acreditar que a beatificação seria celebrada na próxima Jornada Mundial da Juventude, em finais de Agosto.A narração publicada na Família Cristã, anônima, revela a história de uma mulher de 46 anos afetada pela doença de Quinck, uma enfermidade rara que provoca uma progressiva degeneração do sistema respiratório. A cura teria acontecido no dia 2 de Abril, precisamente à hora em que João Paulo II morreu. O processo segue, neste momento, uma fase diocesana, que começou no dia 28 de Junho, e posteriormente terá outra fase, na Santa Sé. A Diocese de Roma, nesta etapa, está recolhendo todos os documentos relativos à vida e obra de João Paulo II, incluindo os escritos inéditos, anteriores à sua eleição como Papa. A estes acrescentam-se os relatos de eventuais milagres atribuídos à sua intercessão. Na Congregação para as Causas dos Santos teólogos, médicos e historiadores irão analisar esses dados. As suas conclusões serão depois submetidas ao exame da "Ordinária" da Congregação, composta por 30 membros, entre Cardeais, Arcebispos e Bispos: é a eles que compete aprová-las ou não. O Cardeal Saraiva Martins, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, deixou na sua última passagem por Lisboa votos pessoais para que o processo de beatificação e canonização de João Paulo II "se desenrole o mais rapidamente possível". O Cardeal português deixou claro que o processo seguirá "todas as normas canônicas", apesar da dispensa do tempo de espera de cinco anos, e escusou-se a prever quanto tempo poderá demorar, dado que o processo ainda se encontra na fase diocesana, fora do âmbito do seu Dicastério.

06 outubro 2005

 

Nossa Senhora do Rosário

Festa instituída pelo Papa São Pio V, como ação de graças pela prodigiosa vitória de Lepanto, obtida em 1571 pela armada católica, comandada por D. João d'Áustria, contra os turcos maometanos. O Papa ordenara que, em toda a Cristandade, se rezasse o Rosário pedindo essa vitória que, segundos os cálculos humanos, parecia impossível. A importância do Rosário em nossos dia foi, ainda recentemente, destacada pelo atual Pontífice: "Esta oração simples e profunda, cara aos indivíduos e às famílias, outrora muito difundida entre o povo cristão. Que alegria seria se também hoje fosse redescoberta e valorizada, especialmente no interior das famílias! Ela ajuda a contemplar a vida de Cristo e os mistérios da salvação; graças à incessante invocação da Virgem, afasta os germes da desagregação familiar; é o vínculo seguro de comunhão e paz. Exorto a todos, e de modo especial às famílias cristãs, a encontrar no santo Rosário o conforto e o sustento quotidiano para caminhar nas vias da fidelidade" (João Paulo II, alocução de 25/10/98).

04 outubro 2005

 

São Francisco de Assis

Senhor, Fazei de mim um instrumento de vossa paz !
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz !
Ó Mestre, fazei que eu procure mais.
Consolar, que ser consolado.
Compreender, que ser compreendido.
Amar, que ser amado.
Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado
e é morrendo, que se vive para a vida eterna !
Comemora-se hoje, dia 4 de outubro, o dia de São Francisco de Assis, o santo das ordens franciscanas, da contemplação e patrono da ecologia. Adimirado por todos, cristãos ou não cristãos. Em sua honra, o mundo recorda a paz e a fraternidade. Francisco de Assis nasceu em 1181. Filho de um rico comerciante de tecidos, aproveitou sua condição social para viver uma vida boemia com amigos. Tentou como o pai seguir a carreira de comerciante, mas não deu certo. Sonhou então com as honras militares, mas deu-se por vencido e desistiu da vida militar. Adoeceu e na doença foi descobrir sua verdadeira vocação. Começou deixando as riquezas, desprezando o dinheiro e as coisas materiais. Deparou-se com um leproso que o ajudou em sua situação de miséria e percebeu que o que antes era amargo se converteu em doçura da alma e do corpo.O pai, discordando das opções do filho, queixou-se ao bispo de Assis. O filho, por sua vez, decidiu seguir seu caminho, renunciou aos bens e aos direitos de herança, entregou suas vestes e mudou radicalmente seu estilo de vida. Organizou uma nova ordem religiosa, com Clara de Assis fundou a ordem das Clarissas e aos casados estruturou a ordem franciscana secular. Francisco de Assis tornou-se um dos santos mais adimirados e mais estimados do mundo. Pautou sua vida pelo amor e pelo apegoa a pobreza. Para ele os animais, a natureza, o sol, a lua e a terra eram irmãos e irmãs. O Cântico Irmão Sol tornou-se uma das mais belas páginas da poesia cristã. Dedicou sua vida a pregação do Evangelho. Pelas cidades e vilas de seu tempo gritava: o amor não é amado. Passava horas e horas em contemplação no alto das colinas da região central da Itália. Tornou-se dessa forma o santo da contemplação. No sábado dia 3 de Outubro de 1226, entregou sua alma a Deus. aquele que iniciou sua vida abandonando tudo morreu pobre, escutando a leitura do Evangelho de Jesus Cristo. Foi esta vida simples e pobre que deixou marcas profundas que o mundo jamais esqueceu. Ninguém como ele soube ter um sentido universalista da vida e do amor. O cantico do Irmão Sol proclama seu amor a tudo o que existe e é uma das mais belas páginas da poesia cristã. Sua simplicidade deixou impressa no mundo a dimensão do amor e da pobreza, valores que brilham em sua vida. (Eusebio Borguetti)

03 outubro 2005

 

XI Assembléia-Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos - notícia

"Recebamos o Senhor, para que nos doe Sua graça, para que durante as três semanas do Sínodo que estamos iniciando, não digamos somente coisas bonitas sobre a Eucaristia, mas sobretudo, que todos vivamos de sua força".
O Santo Padre, o Papa Bento XVI presidiu neste domingo a Santa Missa que abre a XI Assembléia-Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que terá como tema "Eucaristia, fonte e cume da vida e da missão da Igreja", convidando, ao longo de sua homilia, a recordar sempre que Deus não falha, que Seu amor vence!A Santa Missa de abertura do XI Sínodo dos Bispos foi celebrada na Basílica de São Pedro, iniciada as 9h30 (hora de Roma). Junto com Bento XVI, concelebraram os padres sinodais e colaboradores (35 Cardeais, 7 Patriarcas, 59 Arcebispos, 123 Bispos, 40 Presbíteros, 37 Adjuntores e 4 Auditores), somando 256 participantes, provenientes de 1187 países. Durante sua homilia, o Pontífice destacou a presença da imagem da videira na primeira leitura e no evangelho, onde "o pão representa tudo aquilo do que o homem necessita para sua vida diária. A água dá a terra a fertilidade: é o dom fundamental que torna possível a vida. O vinho, ao contrário, expressa o aprimoramento da criação, nos doa a festa na qual superamos os limites do cotidiano: o vinho "alegria ao coração". Deste modo o vinho e com este a vinha foram convertidos na imagem do dom do amor, no que podemos ter uma experiência do sabor do divino."O primeiro pensamento das leituras de hoje é este: ao homem, criado a sua imagem, Deus nos deu a capacidade de amar e, portanto, de amá-Lo como Criador... Deus nos espera. Ele quer ser amado por nós: tal chamado, não deveria, por acaso, tocar o nosso coração? Justamente neste momento em que celebramos a Eucaristia, neste momento em que abrimos o Sínodo sobre a Eucaristia, Ele vem ao nosso encontro, vem ao meu encontro. Encontrará alguma resposta? Ou acontece conosco como a vinha, na qual Deus disse em Isaías: 'Ele esperou que produzisse uvas, mas esta deu uvas selvagens'? Nossa vida cristã não é, por acaso, frequentemente muito mais azeite que vinho? Auto-compaixão, conflitos, indiferença?"Passando ao segundo pensamento fundamental das leituras, o Santo Padre disse que estas "falam sobretudo da bondade da criação de Deus e da grandeza da eleição com a qual Ele nos busca e nos ama. No Evangelho, a videira produz uvas boas, mas os arrendatários a tem para si. Sua motivação é simples: querem fazer-se eles mesmos os proprietários; tomam posse daquilo que não lhes pertence. Nós homens, a quem nos foi confiada a criação para administrá-la, a roubamos. Queremos ser patróes em primeira pessoa e únicos. Queremos possuir o mundo e nossa vida, de maneira ilimitada. Deus é um obstáculo, ou se faz Dele uma simples frase devota, ou Ele é negado totalmente, tirado da vida pública, ao ponto de perder todo o Seu significado. A tolerância que admite a Deus como opinião privada, nega o domínio público, a realidade do mundo e da nossa vida, não é tolerância, mas hipocrisia. Onde o homem se faz o único patrão do mundo e proprietário de si mesmo, não pode existir a justiça. Aí pode dominar somente o arbítrio do poder e dos interesses".Assim mesmo, o Santo Padre fez referência a um terceiro elemento das leituras: o juízo. "O juízo anunciado pelo Senhor Jesus refere-se, sobretudo, à destruição de Jerusalém no ano 70. Porém a ameaça do juízo tambem refere-se a nós, a Igreja na Europa e no Ocidente em geral. Mas não há nenhuma promessa, nenhuma palavra que confronte a leitura com a página evangélica de hoje? A ameaça é a última palavra? Não! A promessa está, e esta é a última, a palavra essencial. Escutamos-na no verso do Aleluia, tirado do Evangelho de João: 'Eu sou a videira, vós os ramos. Aquele que permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto'. Com estas palavras do Senhor, João nos ilustra o último, o verdadeiro resultado da história da vinha de Deus. Deus não falha. No final, Ele vence, vence o amor. Da morte do Filho surge a vida, forma-se um novo edifício, uma nova vinha. Ele, que em Caná, transformou a água em vinho, tem transformado seu sangue em vinho do verdadeiro amor, e assim transforma o vinho em seu sangue. Seu sangue é dom, é amor, e por isso é o verdadeiro vinho que o Criador esperava. Deste modo, Cristo mesmo se tem convertido na videira, e esta videira sempre carrega bons frutos: a presença de Seu amor por nós, que é indiscutível".Concluindo, Sua Santidade refletiu sobre a Eucaristia, afirmando que "estas parábolas desembocam neste mistério, no qual o Senhor nos doa o pão da vida e o vinho de Seu amor, e nos convida à festa do amor eterno. Nós celebramos a Eucaristia na consciência que seu preço foi a morte do Filho. Sabemos que desta morte surge a vida, porque Jesua transformou-a em gesto de oblação, em um ato de amor, convertendo-a assim no profundo: o amor que vence a morte". Os trabalhos da Assembléia iniciada neste dia 2 de outubro (domingo), serão realizados na Sala do Sínodo, no Vaticano, e se estenderão até o próximo dia 23 de outubro. Este é o primeiro Sínodo aberto pelo Papa Bento XVI, durante seus seis meses de pontificado.

 

Sobre os ícones na Igreja Ortodoxa

A Tradição da Igreja não é expressa apenas por meio de palavras ou ações e gestos usados na adoração, mas também por arte ? pelas linhas e cores dos Ícones Sagrados. Um ícone não é simplesmente uma figura religiosa desenhada para despertar os sentimentos adequados no observador; é uma das formas pelas quais Deus é revelado ao homem, pois através dos ícones o cristão ortodoxo recebe uma visão do mundo espiritual. Sendo o ícone parte da Tradição, o pintor não tem a liberdade de inovação e adaptação, já que o trabalho deve refletir, não o seu juízo estético e sim o espírito da Igreja. Não se exclui a inspiração artística, ela é exercida dentro de regras determinadas. É importante que o iconógrafo seja um bom artista e, mais importante ainda, que ele seja um cristão sincero e que viva dentro da tradição preparando-se para o trabalho através da Confissão e da Comunhão. A tradição da Igreja Ortodoxa é, sob um ponto de vista superficial, formada por elementos básicos, tais como as Escrituras, os Concílios, Padres, Liturgia, Cânones e Ícones. Esses elementos não podem ser separados ou comparados, pois é o mesmo Espírito Santo que fala através de todos eles que juntos formam um todo, devendo cada parte deve ser entendida a luz das outras partes. Algumas vezes já foi dito que a principal causa da separação do Cristianismo ocidental no século XVI foi a divisão entre teologia e misticismo, liturgia e devoção pessoal que existiam no fim da Idade Média. A Ortodoxia, por sua parte, sempre tentou evitar esta divisão. A verdadeira teologia Ortodoxa é mística; assim o misticismo separado da teologia torna-se subjetivo e herético, portanto a teologia, não sendo mística, degenerasse a uma escolástica estéril e acadêmica no mal sentido da palavra. Teologia, misticismo, espiritualidade, regras morais, adoração e arte não podem estar em compartimentos separados. A doutrina não pode ser entendida a não ser através de oração: um teólogo, disse Evagrius, é aquele que sabe rezar, que reza em espírito e em verdade e é, por este ato, um teólogo (On Prayer, 60, P.G. 79, 1180B). E a doutrina, entendida pela oração, deve também ser vivida: teologia sem obra, como São Maximus já havia colocado, é a teologia de demônios (Carta 20, P.G.91, 601C). O Credo pertence apenas àqueles que nele vivem. Fé e amor, teologia e vida são inseparáveis. Na Liturgia Bizantina, o credo é introduzido com as palavras: "Amemo-nos uns aos outros para que, em comunhão de espírito, possamos confessar... o Pai, o Filho e o Espírito Santo, Trindade consubstancial e indivisível." Isto expressa exatamente a atitude Ortodoxa perante a Tradição. Se não amamos uns aos outro, não podemos amar a Deus e, se não podemos amá-Lo, não podemos confessar a verdadeira fé e entrar no espírito da tradição, pois não há outra forma de conhecer Deus além de amá-Lo.

 

Reflexão - Buscando a santidade

Santidade, onde encontrá-la? Pare e pense, Jesus nos diz que devemos ser santos como nosso Pai é santo, mas como iremos encontrar essa santidade? Como conquistá-la, de que forma tornar realidade essa proposta? Hoje vamos pensar no nosso trabalho. Qual o lugar, onde encontro várias pessoas, onde tenho contato com diversas crenças, onde tenho maior terreno para a evangelização? São Josemaria Escrivá, fundador da Opus Dei (prelazia a serviço da Igreja) diz o seguinte: ?Ocupa-te dos teus deveres profissionais por Amor. Faz tudo por Amor - insisto - e comprovarás as maravilhas que produz o teu trabalho, precisamente porque amas, embora tenhas de saborear a amargura da incompreensão, da injustiça, da ingratidão e até do próprio fracasso humano. Frutos saborosos, sementes de eternidade!? Esse santo recente da Igreja nos dá um bom conselho de como buscar a santidade no nosso dia a dia, ou seja, consagrando o nosso trabalho. Colocando o nosso ofício, seja ele qual for a disposição de Deus. Assim iremos estar trabalhando para o Reino de Deus e consequentemente contribuindo para a Evangelização do mundo. No catecismo da Igreja temos o seguinte: ?A todos têm de dar um exemplo público de oração, de respeito e de alegria e defender as próprias tradições como uma contribuição preciosa para a vida espiritual da sociedade humana.? Temos a obrigação, como cristãos conscientes, de evangelizar e dar exemplo, seja em qualquer lugar, em qualquer ocasião. O nosso Querido Papa (que Deus o tenha em seu coração) nos diz: ?Trabalhar é, pois, participar da obra criadora de Deus ? sempre atuante no mundo.? (João Paulo II ? O trabalho humano, 25). O nosso ambiente de trabalho deve tornar-se para o nós o ambiente de missão, o ambiente de oração e ação. As vezes temos em nossa mente a idéia de que a santificação é reservada aos sacerdotes, religiosos e religiosas e no entanto todos nós temos a obrigação de santificar-nos. Jesus venceu a morte e o pecado e só nos resta dizer sim, aceitar essa proposta e arcar com suas obrigações. Toda a boa obra deve ser para a minha santificação e a santificação dos meus irmãos. E essa boa obra deve ser o meu trabalho. Consagremos, então, o nosso trabalho, o nosso ofício, para que seja do agrado de Deus e para a nossa santificação. Possamos todos os dias de nossa vida acordar e oferecer a Deus nossas atividades. Que a cada dia que comece soe em nossos corações a oração: Jesus, mestre e amigo, recebe o meu trabalho, as pessoas que irei encontrar e faz de mim instrumento do teu amor para fazer presente no mundo o teu Reino. Amém. Que Jesus e Nossa Senhora nos ajudem a sermos mais santos e a dedicarmos nosso trabalho para o bem do povo de Deus e de toda a humanidade. Amém.
Sem. Filipe

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