29 outubro 2005

 

Ecumenismo

CARDEAL KASPER: ALEKSEJ II IMPÕE CONDIÇÕES PARA ENCONTRO COM BENTO XVI
Cidade do Vaticano, 25 out (RV) - Aleksej II impõe duas condições bem precisas para um possível encontro com Bento XVI: a solução dos problemas ligados ao "uniatismo" e ao "proselitismo". Foi o que explicou aos jornalistas, na manhã de ontem, o Cardeal Walter Kasper, na coletiva de imprensa em que apresentou o ato comemorativo que se realizará em Roma, na próxima quinta-feira, 27 de outubro, pelos 40 anos de promulgação da declaração conciliar "Nostra Aetate".O Patriarca ortodoxo de Moscou e de todas as Rússias pede que primeiramente, seja resolvida a questão da Igreja Greco-católica da Ucrânia, acusada por Moscou de proselitismo indevido ? isto é, de converter ao catolicismo populações já cristãs, ainda que ortodoxas (proselitismo), e de fazer isso por conta da Igreja de Roma, com a qual está em comunhão, reconhecendo o primado pontifício (uniatismo)."O encontro com Aleksej II _ explicou o Cardeal Kasper, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos _ é um desejo de Bento XVI, mas o Papa conhece as condições impostas pelo Patriarca. Portanto, não vejo a possibilidade de um encontro para breve" _ disse o purpurado. "Em particular _ explicou _ há obstáculos a serem superados quanto ao proselitismo." O Cardeal Kasper explicou ainda que um papel muito importante no diálogo ecumênico podem desempenhar os grupos e movimentos de oração comum, base de um ecumenismo espiritual, do qual podem surgir os futuros frutos do diálogo ecumênico.De um ponto de vista geral, disse o purpurado, podemos dizer que o ecumenismo vive "uma situação intermédia, cresceu a consciência ecumênica; com os tantos colóquios realizados, foram superadas desconfianças e mal-entendidos, estreitamos muitos laços de amizade, e a amizade é o coração do ecumenismo, não os documentos"."Por outro lado _ explicou ainda o Cardeal _ restabelecemos o diálogo com todas as Igrejas ortodoxas, que havia sido interrompido nos últimos quatro anos. Em particular _ disse _ conseguimos melhorar as relações com Igrejas muito fechadas, como as da Sérvia, Grécia e Bulgária, e também com a Rússia as coisas caminharam." (MZ)
Fonte: Rádio Vaticano
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