07 outubro 2005

 

SÍNODO: BISPO ROMENO RELEMBRA PERSEGUIÇÃO COMUNISTA

Cidade do Vaticano, 06 out (RV) - Um dos momentos de maior comoção na Assembléia do Sínodo se deu nesta quinta-feira, durante a intervenção do Bispo romeno Lucian Mure?an, Arcebispo metropolitano de Fagaras e Alba Julia dos Romenos e Presidente da Conferência Episcopal Romena. Dom Mure?an lembrou a perseguição sofrida pela Igreja no seu país no decorrer dos anos de governo comunista. O prelado voltou no tempo para contar aos padres sinodais o processo de reeducação marxista a que foram submetidos os sacerdotes católicos da Romênia. Entre as imposições dos comunistas, estavam a prisão de fiéis pelo simples motivo de serem católicos e a profanação e a ridicularização da missa. As celebrações eucarísticas continuaram a ocorrer, mas os sacerdotes tinham de usar uma colher no lugar do cálice sagrado e precisavam misturar água com grãos de uva para simular o vinho.Hoje, porém, ressaltou Dom Lucian Mure?an, "os filhos de Deus famintos do pão eucarístico vivem em liberdade na Romênia" e são frequentadores assíduos das liturgias. Cerca de 80% dos fiéis participam das missas em um país em que os católicos são somente 12% da população." No nosso país, os comunistas deram ao homem somente o pão material e buscaram tirar da sociedade e do coração das pessoas o pão de Deus. Agora, vemos que eles tinham um grande medo do Deus presente na Eucaristia", desabafou Dom Mure?an, que recebeu os aplausos e a solidariedade da Assembléia do Sínodo.Também vítima de limitações por parte dos comunistas, a Igreja no Vietnã teve a sua realidade apresentada no Sínodo por Dom Pierre Trân Dinh Tu, Bispo de Phú Cuong. Embora os comunistas vietnamitas permaneçam no poder, o prelado relatou aos Bispos sinodais o mesmo fenômeno de alta freqüência às missas observado na Romênia."Para os católicos vietnamitas, a celebração eucarística tem uma importância particular. Nossos católicos são praticantes. E uma explicação para isso pode ser encontrada na formação catequética e familiar. Existe razão para acreditar que a devoção eucarística traga muitos frutos a seus países", exortou o Bispo asiático.Da Turquia, onde também há algumas restrições à liberdade de culto, os padres sinodais receberam o relato do Vigário Apostólico em Anatolia, Dom Luigi Padovese. Em entrevista à Rádio Vaticano, o prelado contou como a Eucaristia ganhou em seu país o caráter de ecumenismo. "A Turquia como terra de antiga memória cristã, apresenta uma pluralidade de situações em relação à Eucaristia. Nas nossas celebrações, comparecem cristãos não somente latinos, mas também armênios, caldeus, sírio-católicos e ortodoxos. A Eucaristia se torna para nós o único momento significativo de agregação não apenas entre católicos, mas entre os cristãos." (RW)

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