30 novembro 2005

 

Igreja quer seminaristas com sexualidade madura

A formação dos que se preparam para o sacerdócio está no centro do novo documento da Santa Sé, publicado esta terça-feira. A ?Instrução sobre os critérios de discernimento vocacional a respeito das pessoas com tendências homossexuais em vista da sua admissão ao seminário e às Ordens Sagradas?, da Congregação para a Educação Católica (para os Seminários e as Instituições de Estudos) gerou uma onda de interesse nos meios de comunicação social de todo o mundo por causa da não admissão ao sacerdócio de candidatos com tendências homossexuais.Apesar de ser um documento relativamente curto, esta versão agora apresentada (pedida por João Paulo II nos anos 90, antes dos escândalos relacionados com abusos sexuais nos EUA) tem quase tanto espaço de texto como de notas, relativas a uma série de citações de documentos papais, conciliares e da Santa Sé sobre esta matéria. Essa é a chave da questão: a Instrução mais não faz do que reforçar a tradicional posição de prudência nesta matéria, expressa várias vezes pela hierarquia da Igreja.O documento dá uma grande importância à maturidade sexual e afetiva dos candidatos ao sacerdócio, valorizando esta dimensão da vida humana. Os seminaristas com maturidade afetiva serão capazes de ?uma correta relação com homens e mulheres? de modo a desenvolver o sentido de paternidade espiritual que caracteriza, obviamente, a figura do padre na relação com a comunidade eclesial que lhe é confiada.Nesse sentido, a Santa Sé espera que aqueles que vão ser colocados à frente das comunidades cristãs sejam pessoas maduras e nesse sentido nem sequer se discute a ?castidade? dos candidatos, mas sim as tendências ?profundamente enraizadas? ou mesmo atos homossexuais.Ao contrário do que foi badalado, o texto não exige uma ?pausa? de três anos nos referidos atos, mas explica que é possível, ao longo do processo de amadurecimento pessoal e sexual, que as pessoas tenham tido uma experiência que tenham, definitivamente, superado. Para a Santa Sé, é fundamental que não se perca a identificação sacramental do ministro ordenado com Cristo ?Cabeça, Pastor e Esposo da Igreja?.A nova Instrução sublinha a responsabilidade dos confessores e dos diretores espirituais no processo de discernimento dos seminaristas, assegurando-se de que não existem ?perturbações? que sejam incompatíveis com a ordenação. No texto refere-se que a questão da homossexualidade é abordada com mais urgência por causa da ?situação atual? e que não se devem subestimar as ?conseqüências negativas? da ordenação de homossexuais, lembrando que os mesmos têm dificuldades em manter uma ?relação correta? com homens e mulheres

 

Texto do Vaticano não discrimina, só precisa os requisitos, esclarece Card. Grocholewski

VATICANO, 29 Nov. 05 (ACI) .- Em declarações à Rádio Vaticano, o Prefeito da Congregação para a Educação Católica, Cardeal Zenon Grocholewski, precisou que a instrução publicada hoje sobre a admissão de homossexuais nos seminários e ordens sagradas, não discrimina estas pessoas mas sim determina alguns requisitos oportunos. O Cardeal, autor desta instrução, precisou que esta "não implica nenhum tipo de discriminação para as pessoas homossexuais", assim como não é discriminação que em uma escola de astronautas não se admita a quem sofre de vertigem. "Não é uma discriminação da pessoa. É simplesmente a determinação dos requisitos que consideramos oportunos", precisou.Segundo o Cardeal Grocholewski, "os jornais falaram que este documento como se fosse uma coisa extraordinária" mas sua Congregação já publicou uns vinte documentos sobre a formação sacerdotal do Concílio Vaticano II, "concernentes a distintos aspectos da formação nos seminários". O Cardeal polonês recordou que "houve um documento sobre o celibato, sobre a castidade sacerdotal, falou-se de distintos impedimentos para o sacerdócio. Agora, este documento não tem nada de extraordinário porque, sobre este problema da homossexualidade, a Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) pronunciou-se muitas vezes". Do mesmo modo, esclareceu que a CDF se pronunciou muitas vezes a respeito porque "há uma certa desorientação" e "muitos defendem a posição segundo a qual a condição homossexual seria uma condição normal da pessoa humana, algo assim como um terceiro gênero; ao contrário, isto contradiz absolutamente a antropologia humana; contradiz, segundo o pensamento da Igreja, a lei natural e o que Deus marcou na natureza humana: a bissexualidade", quer dizer a existência de dois sexos. O Cardeal também explicou por que não pode ser admitido nos seminários nem na ordenação sacerdotal quem tem tendências homossexuais profundamente arraigadas. "Nós estamos profundamente convencidos de que se trata de um obstáculo para uma correta relação com homens e mulheres, com conseqüências negativas para o desenvolvimento pastoral do Igreja", indicou.Do mesmo modo, esclareceu que "evidentemente se falarmos de tendências profundamente arraigadas, isto significa que podem também haver tendências transitórias, que não constituem um obstáculo. Mas nestes casos devem ter desaparecido três anos antes da ordenação diaconal".Também precisou que no caso de sacerdotes já ordenados com tendências homossexuais, suas "ordenações sacerdotais são válidas, porque nós não afirmamos sua invalidez". "Uma pessoa que descubra a própria homossexualidade depois da ordenação sacerdotal, deve obviamente viver o próprio sacerdócio, deve viver a castidade. Possivelmente terá maior necessidade de ajuda espiritual que outros, mas penso que tem que desenvolver o próprio sacerdócio da melhor maneira possível".

23 novembro 2005

 

DISCIPULUS de cara nova !

O Blog DISCIPULUS está de cara nova, e para os visitantes uma nova opção, agora a lista de links ao lado esquerdo da tela! Espero que gostem!

22 novembro 2005

 

Música Sacra

Como as demais artes, também da música a Igreja se serve para abrilhantar o culto divino. O objeto mais digno que o próprio Deus, as artes não podem ter, sendo Ele a fonte de tudo que é belo, de tudo que é perfeito. A música, para ser admitida no serviço de Deus, deve tornar-se digna desta grandiosa vocação. Para Deus só o melhor, para o culto divino, só o que há de mais perfeito. Há uma música profana, uma música religiosa e uma música sacra. A primeira é a arte do mundo, mais ou menos aparatosa, mais ou menos artística, destinada a deliciar os ouvidos e abrilhantar as festividades do mundo. É a música ouvida nos teatros, nos concertos, nas festas profanas e nos lugares de divertimentos. Esta espécie de música não serve para o culto divino e dele está excluída por princípio. Há ainda a música que bem difere da primeira, já mencionada. É uma música mais suave, que mais ou menos traz os enlevos religiosos e os da alma; são composições que objetivam assuntos religiosos. Esta espécie de música dispõe dos recursos e dos meios de expressão da música profana, e dela tira o que precisa, para exprimir o colorido do caráter que lhe é próprio. Há músicas religiosas que podem ser admitidas nas igrejas, o que depende do exame consciencioso de quem é competente na matéria e, a falta de temperança nesse aspecto pode fatalmente macular o sacro rito, transformando o participante da Missa num espectador, confundindo-se altar com palco, o que seria um desastre. A música sacra é a música própria da Igreja, a música litúrgica oficialmente aprovada e autêntica. A Igreja faz questão em ver observadas suas determinações relativas à música sacra; e grande é a responsabilidade das autoridades eclesiásticas nesse particular. A música na Igreja não deve visar outra coisa senão a glória de Deus e a edificação dos fiéis. Admitir músicas profanas e indignas no culto divino, é pecado, por ser uma profanação do templo de Deus e um escândalo para os fiéis. Aqueles que devem interessar-se mais de perto pela música sacra, não podem deixar de ler e estudar o Motu Próprio de Pio X sobre a música sacra, documento de alto valor, que é considerado o código musical da Igreja Católica.

18 novembro 2005

 

20 de NOVEMBRO - CRISTO REI (Encerramento do ano Litúrgico)

EVANGELHO DOMINICAL 24 - XXXIV Semana do Tempo Comum - Encerramento do ano litúrgico. (Mt. 25, 31-46) - ANO A
"Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: ?Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso. Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separa uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. Então o rei dirá aos que estiverem à sua direita: ?Vinde benditos de meu Pai! Recebei como herança o reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! Pois eu tive fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar?. Então os justos lhe perguntarão: ?Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar? Então o rei lhes responderá: ?Em verdade eu vos digo, que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!? Depois o rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: ?Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos. Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não me fostes visitar?. E responderão também eles: ?Senhor quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou nu, doente ou preso, e não te servimos?? Então o rei lhes responderá: ?Em verdade eu vos digo, todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!? Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna?.
?EM VERDADE EU VOS DIGO, QUE TODAS AS VEZES QUE FIZESTES ISSO A UM DOS MENORES DE MEUS IRMÃOS, FOI A MIM QUE O FIZESTES!"
Desde crianças lemos algo sobre os reis e suas histórias fantásticas. Reis que eram bons e maus. Os que se interessavam pelo bem comum e os que eram indiferentes. Desinteressados, desligados das necessidades do povo. Qual é a finalidade da verdadeira monarquia? O rei é ungido para defender o povo pa ra estar ao lado dos mais fracos. Deve fazer o possível para que todos se sintam bem. A celebração deste domingo recorda Jesus Cristo, Rei do universo. Se Ele reinasse em nossas famílias e em nossa vida, automaticamente teríamos um mundo bem melhor. A passagem deste evangelho, em uma primeira instância parece ser um pouco dura demais. Talvez até o ponto de não percebermos a misericórdia de Deus que sempre se manifesta em todas as outras passagens. O fato é que Deus nos quer solidários naquilo que recebemos d?Ele. Somos obrigados a partilhar o que temos com os mais necessitados. A caridade é essencial para os que querem se salvar. Não poderão participar do Reino os que se fecharem em seu próprio egoísmo. O que deve caracterizar a vida do cristão: ver no necessitado a figura do Senhor que está presente no sofrimento de todas as suas criaturas. O ?quando foi? é repetido várias vezes para que entre em nosso coração a realidade da presença de Jesus na vida dos necessitados. A concretização do Reino de Deus, que sempre foi um grande desafio desde o Antigo Testamento, só irá acontecer a partir da solidariedade. Somos obrigados a promover a vida de todos. Os necessitados são os que sofrem no sentido material e espiritual. Talvez os materialistas, que se fecham em seu próprio mundo, pensando erradamente serem os autores de sua felicidade, sejam bem mais pobres do que os que sofrem a fome e a miséria como conseqüência da falta de distribuição dos bens de forma mais justa e igualitária. Estaremos preparados para receber o Senhor, quando gastarmos bem a nossa existência na concretização dos valores da mensagem de Jesus. O mundo individualista destrói a si mesmo com suas empresas que arrastam a humanidade a sua própria condenação. O ser humano é muito mais que simples relações comerciais. Somos criados como imagem de Deus. Somos amados concretamente por Ele. Por isto surge a exigência da partilha, do respeito com os semelhantes que passam pelo mesmo processo de amor da parte de Deus. A solidariedade é conseqüência do amor que sentimos em nossos corações. Devemos nos empenhar em construir um mundo de fraternidade e justiça onde todos possam ser felizes. Todos somos responsáveis pela manutenção do bem dentro da sociedade. ?Senhor Jesus venha reinar em nossas vidas para sermos instrumentos de transformação do mundo?. FREI GIRIBONE (Ordem dos Carmelitas Descalços)
freigiribone@vetorial.net

 

Opinião

Sobre a reportagem da Revista Isto é de 16 de novembro.
Aos leitores da Revista Isto é, e a todos os interessados, gostaria de deixar aqui minha opinião a respeito dos casos de pedofilia que foram divulgados a poucos dias.
Mais uma vez nos deparamos com esta notícia, a de pedofilia, e a partir disso gostaria de propor um questionamento? Essas coisas acontecem somente na Igreja? São somente padres os pedófilos? Me parece que de um tempo para cá, pedofilia tem quase se tornado sinônimo de presbítero, os outros pedófilos não aparecem. Sobre a Igreja só se faz questão de divulgar esses absurdos, porque são absurdos mesmo, agora, as obras de auxilio e caridade espalhadas pelo mundo todo, isso não tem importância, e quando faço a pergunta que fiz não a faço para justificar o erro desses homens doentes, mas, onde há uma árvore e um sol há uma sombra e me parece que a mídia faz questão de enfatizar a sombra. Numa instituição humana necessariamente haverá erros, ao não ser que os padres sejam anjos e ninguém tenha me avisado.
A questão é a seguinte: esses meios de comunicação de massa ganham uma nota divulgando esses escândalos, e o pior é que o povo brasileiro gosta, e é manipulado que nem ratinho de laboratório pelas grandes revistas e pelos grandes jornais e canais de tv aderindo sem questionar a essas opiniões.
Estou tentando defender os padres que cometeram esses crimes? Não, não estou, e acredito que a justiça de Deus prevalecerá! É lógico que devem ser punidos, mas também tratados para que não mais cometam esses erros. Fico profundamente entristecido pois faço parte da Igreja de Jesus e desejo o seu bem, o bem dos homens, mas não posso falar em perdão e ser incoerente. Estou no seminário formando-me para um dia estar a serviço do povo, não posso ficar indiferente.
O que penso é que como cristãos devemos exigir das autoridades eclesiásticas que tomem providências, que façam algo pelo povo de Deus, que espera pastores e não aproveitadores. Nestes últimos anos a Igreja tem nos dado excelentes teólogos, riquíssimos filósofos, e pouquíssimos padres e quem é bom entendedor sabe de que teologia eu estou falando, uma que deseja libertar os padres sei lá eu do quê!
O povo não precisa da explicação teológica do versículo tal do capítulo x da Bíblia, o povo quer amor, amor de pastor, de pai, o povo quer alguém para confiar seus problemas, alguém que visite quando adoecer, alguém que dê uma palavra de consolo quando estiver passando por um problema, o povo quer ver Jesus, o povo quer ver padres! Dignos de sua vocação!
Sem. Filipe

16 novembro 2005

 

Conferência Episcopal Italiana fala em incompatibilidade entre homossexualidade e sacerdócio na Igreja

O novo documento da Conferência Episcopal Italiana (CEI) sobre a formação dos candidatos ao sacerdócio pede que sejam tidas em conta, nos seminários, ?as consequências negativas que podem derivar da ordenação de padres com tendências homossexuais profundamente enraizadas?.D. Giuseppe Betori, secretário-geral da CEI, disse em conferência de imprensa que o novo documento episcopal, intitulado ?Orientações e normas para os seminários?, recebe ?as indicações, ainda reservadas, daquilo que a Santa Sé tem a dizer sobre a matéria?.O documento deverá ser aprovado amanhã pelos 260 Bispos reunidos em Assis para a 55ª Assembleia plenária da CEI. Posteriormente, o documento fica à espera da ?recognitio? da Santa Sé, como acontece sempre nestes casos.O secretário-geral da CEI negou que a incompatibilidade entre homossexualidade e sacerdócio ordenado na Igreja seja ?discriminatória?, lembrando que a discriminação acontece no caso dos ?direitos? e que a vocação ?não é um direito, mas um dom?. Como tal, é preciso levar em conta que a Igreja é ?um ponto de referência? para o discernimento desse mesmo dom.Nas orientações da CEI, que mais não fazem do que reforçar a tradicional posição de prudência nesta matéria, expressa várias vezes pela hierarquia da Igreja, é pedido que ?seja dado espaço à maturação posterior dos sacerdotes, na passagem entre o percurso seminarístico e o início da sua vida de diáconos e presbíteros?. Os Bispos interrogam-se ainda sobre a melhor maneira de ?integrar as ciência psicológicas? na ?clarificação das consciências por parte do seminarista?.

 

Missionário francês é beatificado por Bento XVI

Vaticano, 13/11/2005 - Tapeçaria mostra o monge francês Charles de Foucald durante a cerimônia de sua beatificação liderada pelo Papa Bento XVI na Basílica de São Pedro. O Papa salientou que Foucald foi "um modelo de fraternidade universal".

 

O Papa pede aumentar com urgência a pastoral vocacional e formação de sacerdotes

VATICANO, 16 Nov. 05 (ACI) .- Em uma mensagem à 55º Assembléia Geral da Conferência Episcopal Italiana reunida em Assis, o Papa Bento XVI destacou a necessidade e urgência de "incrementar a pastoral vocacional e definir cada vez melhor a proposta formativa" dos candidatos ao sacerdócio, frente a diminuição do clero e o aumento da idade média dos sacerdotes. Ao compartilhar com os bispos italianos esta preocupação, o Santo Padre assinalou que é "necessário e urgente aumentar a pastoral vocacional e definir cada vez melhor a proposta formativa, de maneira que se garanta uma preparação humana, intelectual e espiritual que esteja à altura dos novos desafios que o ministério sacerdotal está chamado a enfrentar", informa a Rádio Vaticano. A Assembléia do Episcopado italiano, enfrenta dois temas de "grande relevância", disse o Santo Padre: A formação dos futuros presbíteros e a presença da Igreja no mundo da saúde. Ao aprofundar sobre o primeiro, Bento XVI enfatizou que a "Igreja hoje tem necessidade de sacerdotes que sejam plenamente conscientes do dom da graça que recebem com a ordenação presbiteral e com a missão a eles confiada em um tempo de rápidas e profundas mudanças". E para que as comunidades cresçam harmoniosamente na verdade e na caridade, "é indispensável que os sacerdotes obrem em nome de Cristo e que vivam em íntima comunhão com Ele". O Pontífice explicou que o seminário deve ser o contexto onde amadureça esta "busca de uma relação pessoal com Cristo" e deve ser "tempo na vida de um discípulo de Jesus para uma formação que tem diversas dimensões que convergem na unidade da pessoa". É também importante que "esta ação formativa tenha lugar em um contexto comunitário, para ser um reflexo daquela comunhão de vida que Jesus tinha com seus discípulos".

10 novembro 2005

 

O mistério de nossa reconciliação

Das Cartas de São Leão Magno, papa (Ep. 31, 2-3: PL 54, 791-793) (Séc. V)
De nada serve afirmar que nosso Senhor, filho da Virgem Maria, é verdadeiro e perfeito homem, se não se acredita que Ele também pertence a essa descendência proclamada no Evangelho.Escreve São Mateus: "Livro da origem de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão". (Mt 1,1) E, a seguir, apresenta a série de gerações desde os primórdios da humanidade até José, com quem estava desposada a Mãe do Senhor.São Lucas, porém, percorrendo em sentido inverso a ordem dos descendentes, chega ao começo do gênero humano, para mostrar que o primeiro e o último Adão têm a mesma natureza.Com efeito, seria possível à onipotência do Filho de Deus, para ensinar e justificar os homens, manifestar-se do mesmo modo que aparecera aos patriarcas e profetas, como, por exemplo, quando travou uma luta ou manteve uma conversa, ou quando aceitou os serviços da hospitalidade a ponto de tomar o alimento que lhe apresentaram.Mas essas aparições eram imagens, sinais misteriosos, que anunciavam a realidade humana do Cristo, assumida da descendência daqueles antepassados.Nenhuma daquelas figuras, entretanto, poderia realizar o mistério da nossa reconciliação, preparado desde a eternidade, porque o Espírito Santo ainda não tinha descido sobre a Virgem Maria, nem o poder do Altíssimo a tinha envolvido com a sua sombra; a Sabedoria eterna não edificara ainda a sua casa no seio puríssimo de Maria para que o Verbo se fizesse homem; o Criador dos tempos ainda não tinha nascido no tempo, unindo a natureza divina e a natureza humana numa só pessoa, de modo que aquele por quem tudo foi criado fosse contado entre as suas criaturas.Se o homem novo, revestido de uma carne semelhante à do pecado (cf. Rm 8,3), não tivese assumido a nossa condição, envelhecida pelo pecado; se ele, consubstancial ao Pai, não se tivesse dignado ser também consubstancial à Mãe e unir a si nossa natureza, com exceção do pecado, a humanidade teria permanecido cativa sob o jugo do demônio; e não poderíamos nos beneficiar do triunfo do Vencedor, se esta vitória fosse obtida numa natureza diferente da nossa.Dessa admirável união, brilhou para nós o sacramento da regeneração, para que renascêssemos espiritualmente pelo mesmo Espírito por quem o Cristo foi concebido e nasceu. Por isso diz o Evangelista, referindo-se aos que crêem: Estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus mesmo (Jo 1,13).

09 novembro 2005

 

Sobre os Focolares

Foi em 1943, durante a última guerra, que surgiu o Movimento dos Focolares, fundado por Sílvia Chiara Lubich, chamado oficialmente ´Opera di Maria´. No meio da destruição geral, causada pelos bombardeios, Chiara e um grupo de jovens companheiras se perguntaram: ´Haverá um ideal que não passa, que nenhuma bomba pode destruir´? E a resposta chegou: Sim, este ideal é Deus, que se manifesta no que realmente é: Amor. Decidiram que se fossem vítimas da guerra, se escrevesse em suas sepulturas: ´Nós acreditamos no amor´ (1 Jo 4,16). A data histórica do Movimento é 7 de dezembro de 1943, quando Chiara se consagrou ao Senhor. Em pouco tempo, atingiu centenas de pessoas em Trento e, depois da guerra, espalhou´se pelo mundo inteiro, envolvendo diversas formas de vocação: focolare masculino e feminino, voluntários, casados no Movimento Famílias Novas, Sacerdotes, Movimento sacerdotal seminarista, Movimento Gen, e numerosas publicações. A Santa Sé aprovou em 1962 com João XXIII e em 1965 com Paulo VI, com uma estrutura interna do conselho geral de coordenação, cujo presidente, por estatuto, sempre deve ser uma mulher. 2. Linhas Doutrinais As linhas doutrinais inspiradoras da espiritualidade do Movimento estão contidas em doze verdades evangélicas: Deus´Amor é a primeira centelha inspiradora, a compreensão nunca tida antes de Deus como Amor. Fazer a vontade de Deus é a resposta que se dá ao Deus´Amor, à imitação de Jesus, o Filho que fez sempre a vontade do Pai. Entre as vontades de Deus destacam´se duas: o mandamento do amor aos irmãos; e a Reciprocidade do amor fraterno, exigida pelo mandamento novo de Jesus. A presença de Jesus entre os homens, quando estes, amando´se uns aos outros, se reúnem em seu nome, dá sentido à fraternidade universal que Jesus trouxe à terra para toda a humanidade. Jesus abandonado na cruz se manifesta, no cume das dores, como chave para recompor a unidade das pessoas com Deus e entre si, para sanar toda divisão. A Palavra de Vida do Evangelho, como radical reevangelização do próprio modo de pensar, de amar, de viver, é apresentada cada mês com um breve comentário espiritual de Chiara. Na Eucaristia, instituída antes da oração pela unidade ´que todos sejam um´ Jesus é o vinculo da unidade, o mais poderoso coeficiente para a plena unidade. Maria, discípula por excelência, cristã perfeita, é modelo para cada membro do Movimento, sobretudo porque tem a função de gerar espiritualmente Cristo entre os homens. O Movimento foi aprovado como ´Obra de Maria´ e os seus encontros mais variados são chamados ´Mariápolis´. À presença de Jesus na Igreja hierárquica, ´quem vos escuta a mim me escuta´, não obstante todas as fraquezas humanas, exigindo realizar as suas ordens e desejos, se atribui a explosão mundial do Movimento. Mas a unidade com a hierarquia não impediu que o Movimento explicitasse cada vez mais as exigências dos diálogos: ecumênico, interreligioso e com os não crentes, em vista do ideal da unidade. No Espírito Santo o Movimento se reconhece a si mesmo pela típica atmosfera que ele difunde entre seus membros e por aqueles dons tão característicos da Obra de Maria: alegria, paz, luz. A unidade é o elemento mais típico e característico da espiritualidade do focolare e que lhe dá o seu nome particular: ´espiritualidade da unidade´. Todo o resto, todos os outros elementos estão finalizados para sua atuação, o grande ideal da espiritualidade focolarina, o seu objetivo único: ´que todos sejam um, como nós somos um, eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade e o mundo reconheça que me enviaste e os amaste, como amaste a mim´. 3. Avaliação Aspectos positivos O ponto mais positivo do Movimento é o embasamento da sua espiritualidade nas doze verdades evangélicas resumidas acima, intrinsecamente relacionadas entre si e finalizadas para o ideal da unidade, cerne da Boa Nova anunciada por Jesus Cristo. O Movimento busca ortodoxia através de uma adesão fiel e aberta ao Magistério da Igreja, mas acima da ortodoxia teórica procura encontrar no evangelho a ortopráxis inspiradora de uma vivência pessoal e comunitária, coerente com os valores do Reino de Deus. Pratica um ousado e abrangente diálogo ecumênico e interreligioso, partindo de uma transparente identidade cristã e católica, sem sincretismo, nem irenismo, sem proselitismo, nem fanatismo. O ecumenismo é colocado na perspectiva do amor e da unidade, visando a que as pessoas de confissões religiosas diferentes procurem, antes de tudo, amar´se para além das suas diferenças religiosas, a exemplo de Jesus abandonado. Num mundo marcado pela globalização econômica excludente, Chiara promoveu, no interior do Movimento, um compromisso transformador: a busca de uma ´economia de comunhão´, incentivando, para isso, a participação na política mesmo partidária.
Questionamentos
As reflexões de Chiara sobre o mistério do Deus´Amor, ponto de partida de sua experiência espiritual, não parecem suficientemente claras. Deus é amor porque é Trindade ou Trindade porque é amor? Ao falar da Trindade, a sua preocupação é definir a natureza do verdadeiro amor que consiste essencialmente na doação de si, na oblatividade. Parece supor que este aspecto positivo pressupõe a negação de si, de modo que o amor é (como doação) e não é (como negação de si) ao mesmo tempo. Falta´lhe compreender melhor o conceito de pessoa na Trindade, na qual a pessoa é pura relação transparente à outra pessoa. Na Trindade, para que uma pessoa ame outra, não precisa que ela se anule a si mesma, porque ela se percebe como pura relação transparente de abertura às outras pessoas. Entre nós, seres humanos, marcados pelo pecado, a oblatividade pressupõe a negação do egoísmo, do fechamento narcisista em si mesmo. E Jesus abandonado, no seu esvaziamento, é para nós modelo de negação do egoísmo. Chiara tem falado muito de espiritualidade coletiva ou comunitária. Necessita´se de uma reflexão sobre as diferenças entre indivíduo e pessoa, entre coletividade e comunidade. Quanto mais se é pessoa, mais se é comunidade e vice´versa. Basta romper o egoísmo e o fechamento opaco do indivíduo para uma abertura oblativa e comunicativa às outras pessoas. As reflexões sobre Jesus abandonado estimulam a imitação e seguimento de Cristo no aspecto mais misterioso do seu mistério. É preciso cuidar, entretanto, para que a explicação do episódio do abandono de Jesus na cruz, interpretado, aliás, diversamente pelo próprio Novo Testamento, não desfigure nem a figura do Filho totalmente confiante no Pai e absolutamente certo de sua presença, nem a figura do Pai, fonte do amor, que jamais abandonaria o seu Filho, deixando´o sozinho.
Aspectos negativos
Como acontece em relação a outros Movimentos, comenta´se que membros do Focolare tendem a venerar demasiadamente a figura da Fundadora. Nesse sentido, alguns parecem valorizar a Palavra da Vida, sobretudo pelo comentário que Chiara faz mensalmente de uma frase do Evangelho. Comenta´se, também, que os focolares atingem predominantemente pessoas de classe média, adotando estilo de vida acima das camadas pobres da sociedade. Isto poderia ser explicado pelo condicionamento sociológico e psicológico de muitos dos seus membros. É certo, porém, que, à luz das verdades evangélicas por eles assumidas, os Focolarinos estão orientados para a opção preferencial pelos pobres.

 

Sobre a Renovação Carismática Católica

O Pentecostalismo, de longa data presente no Protestantismo, teve seu despertar com o surgimento de novos movimentos no início do século XX, nos Estados Unidos, difundindo´se pelo mundo. A partir de 1967 penetrou na Igreja Católica com o nome de Renovação Carismática Católica ou Renovação no Espírito. O início deve´se a um grupo de professores e alunos da Universidade Católica da Pensylvania e da Universidade Católica de Indiana. Em 1967 realiza´se o primeiro Congresso do movimento. O movimento carismático chega ao Brasil em 1972 através dos jesuítas. Fala´se hoje de cerca 40 milhões de adeptos católicos no mundo, dos quais 30% na América Latina. Na sua organização, a RCC se apresenta em nível internacional com o ICCRO (= Internacional Catholic Charismatic Office ´ em Roma); ´ em nível latino´americano em Bogotá com realização de encontros cada 2 anos; ´ em nível nacional tem um conselho nacional de 15 membros, que se reúne 2 vezes por ano; ´ existem as equipes regionais de acordo com os Regionais da CNBB. A Comissão Nacional se encontra em Brasília e consta de 7 membros, que atende as equipes regionais, promove encontros nacionais e edita o Boletim Nacional.´ Em nível local o núcleo ou equipe de servos organiza reuniões. 2. Linhas Doutrinais A RCC deseja dar uma teologia trinitária, centrada porém na pessoa e missão do Espírito Santo. Jesus, em sua humanidade, recebe o Espírito e o envia. E a Igreja, como sacramento de Cristo, estende aos homens a unção do Cristo pelo Espírito Santo, que permanece na Igreja como perpétuo Pentecostes. A plenitude de vida no espírito é um bem comum da Igreja, embora nem todos se apropriem com igual intensidade. Sem Espírito e seus carismas não há Igreja. Neste sentido todo cristão deve ser carismático. Os ministérios são carismas de modo que não há oposição entre Igreja institucional e Igreja carismática. Propõe um sopro do Espírito Santo para os cristãos terem uma experiência pessoal e vida da presença e ação de Deus, fazendo´os reconhecer que Jesus Cristo é o Senhor de suas vidas, da Igreja e da história. Professa um novo Pentecostes, levando a uma vida nova, de acordo com o Espírito. Valoriza a oração individual e comunitária, principalmente de louvor, a partir da vida e da Palavra de Deus. Através de reuniões semanais e Seminários de Vida deseja evangelizar e aprofundar o estudo da Sagrada Escritura. Não pretende constituir uma estrutura, mas engajar´se nas estruturas já existentes da Igreja: CEBs, paróquias e dioceses. Põe´se a serviço da Igreja para a renovação espiritual. O plano de ação se desenvolve em diversos níveis com a associação dos servos, e procura se situar diante das realidades locais, buscando assim espiritualidade e atividades variadas, quase sempre fundamentadas no tripé: testemunho, perseverança e crescimento. 3. Avaliação É útil recordar que o Conselho Permanente publicou orientações, ressaltando tanto os pontos positivos, como negativos, chamando a atenção para alguns pontos considerados essenciais. O Documento 53 da CNBB: ´Orientações Pastorais sobre a Renovação Carismática Católica´ é um instrumento válido e claro para ajudar o Movimento a crescer e ser útil à Igreja. Resumimos alguns pontos. Aspectos positivos Assinalam´se os seguintes: a busca da oração individual e comunitária, o amor à palavra de Deus, a disponibilidade à vontade de Deus, a manifestação dos carismas, a maior união familiar, o sentido de louvor, a valorização do Espírito Santo, a redescoberta do papel de Maria, a freqüência aos sacramentos, e o surgimento de vocações sacerdotais e religiosos.

 

Sobre o Neocatecumenato

1. Histórico
O caminho neocatecumenal, também chamado de itinerário de iniciação cristã das comunidades neocatecumenais, nasceu em 1964 em Madri, nas favelas de Palomeras Altas, por inspiração do pintor Francisco Argüello (Kiko), convertido do ateísmo existencialista à fé cristã. Caminhava no bairro com a bíblia, um crucifixo e um violão. Mais tarde um membro de Instituto Religioso, que passava por Madri rumo à Bolívia, Carmen Hernández, associou´se ao projeto. Hoje o movimento neocatecumenal está presente em 90 nações e em todos os continentes. 2. Linhas Doutrinais A base doutrinal se fundamenta no anúncio da ressurreição de Jesus Cristo; no Servo de Deus como sentido da cruz de cada homem; na redescoberta do batismo como meta; no catecumenato como caminho de conversão e de fé. O caminho catecumenal se propõe ser uma síntese original da totalidade do cristianismo. Teologicamente o catecumenato não quer responder à teologia do laicato, mas sim à eclesiologia da comunhão. Eis alguns pilares, nos quais se baseia o neocatecumenato: O anúncio da ressurreição de Jesus Cristo Na primeira etapa afirma o querigma da ressurreição. Pede´se ao catecúmeno vida nova, que só é possível na medida em que nascer o homem novo, revestido de Jesus Cristo. A ética cristã tem que ser moral responsorial: a graça precede ao dever, a iniciativa à resposta humana, a ação de Deus ao imperativo e à parenese da atuação do homem. No princípio, pede´se que se escute a palavra de Deus, para se preparar às demais exigências cristãs. O anúncio da ressurreição se dirige aos homens escravizados pelo temor da morte. Ao pecar, o homem faz experiência de morte, porque o pecado destrói o homem por dentro. O momento querigmático é atualizado com a narrativa da queda de Adão e Eva. Ao pecar, os primeiros pais fizeram uma experiência de morte, de ruptura, de acusação. Dentro da situação existencial do homem com o temor da morte, ressoa o querigma da ressurreição de Jesus, como alegre notícia. A teologia de Paulo (particularmente Romanos e Coríntios) é chave de leitura. O anúncio da ressurreição abre o caminho neocatecumenal, que inicia a formação da comunidade e a reconstrução da Igreja. É uma iniciação à experiência pessoal de conversão. Caminho de fé e conversão Os que receberam o querigma começam, comunitariamente como povo, uma caminhada, um itinerário. Aqui aparecem os paradigmas de Abraão e Maria. É um autêntico catecumenato, por ser uma iniciação à fé, à conversão e ao batismo. Por se tratar decatecumenato pós´batismal chama´se neocatecumenato. À medida que a palavra de Deus ilumina, se aprendem 3 lições fundamentais: a primeira é que Javé, o Pai de Jesus Cristo, é o único Deus.Cantar o shemá é recordar e confessar a unicidade de Deus. O catecúmeno deve dar sinais de que o dinheiro não é seu deus. ´´´ O segundo escrutínio é confrontação profunda com as tentações do dinheiro, da história e dos ídolos. É um passo decisivo no caminho neocatecumenal ´´´ Outro descobrimento é a cruz gloriosa. Deus, ressuscitando Jesus, mudou a morte ignominiosa da cruz em motivo de esperança, glória e salvação. A cruz não destrói o homem unido a Cristo pela fé. O catecúmeno vive uma vida que supera a morte: a vida eterna. A vida começada é garantia de consumação da promessa e da esperança. Dentro desse horizonte escatológico descobre´se também a realidade do juízo e do inferno. O evangelho de Jesus Cristo implica num julgamento de salvação ou de ruína. A comunidade como realização de Igreja A pregação querigmática tende à reconstrução da comunidade. Segundo seus fundadores, não é um grupo espontâneo, nem uma comunidade de base, nem uma associação de leigos, nem um movimento de espiritualidade, nem um grupo de elite da paróquia. A comunidade neocatecumenal quer ser Igreja de Jesus Cristo que se realiza num lugar determinado, onde se proclama a palavra de Deus e se celebram os sacramentos. A comunidade neocatecumenal é uma realização local da igreja infra e intraparoquial. A comunidade, presidida por um presbítero, se insere na paróquia, e para abrir o caminho neocatecumenal numa diocese os catequistas pedem autorização ao bispo. Segundo os neocatecumenais, não há dupla hierarquia: uma, de Kiko, passando pelos catequistas; e outra, do bispo, passando pelo pároco ou pelo presbítero da comunidade. O caminho neocatecumenal é um caminho de evangelização no mundo secularizado, descristianizado e descrente. Nisso são decisivos os ´catequistas itinerantes´, que saem de suas comunidades, e a elas retornam para ir a outros lugares. Eles devem ser: enviados pela Igreja em seus presidentes, testemunhas da ressurreição pelo encontro pessoal com o Senhor vivo, e desprovidos de bolsa e toda segurança. Resumindo, as dimensões que constituem o neocatecumenato são: Querigma, Caminho e Comunidade. O anúncio abre um caminho de conversão e cria comunhão nos que acolhem a palavra da salvação. Na comunidade se recebe e se desenvolve a fé. A quenose faz chegar à realidade, por vezes desconhecida ou rejeitada. O caminho quer ser demorado, sem queimar etapas. A inquietude de diversos pastores é de parecer prolongar´se indefinidamente. Forma´se o tripé na palavra, liturgia e comunidade. A palavra de Deus alimenta a fé, na mesa eucarística entra´se no dinamismo de Jesus Cristo morto e ressuscitado, e assim nasce a Igreja, como corpo do Senhor. Nas comunidades se celebra a Palavra uma vez por semana; nos sábados à noite, abrindo o descanso dominical, reúnem´se para a Eucaristia; e a comunhão se propicia particularmente por uma convivência mensal, onde cada um comunica a experiência do seu itinerário de fé. O caminho neocatecumenal é marcado por etapas, escrutínios, passos, exorcismos, ritos.

 

Sobre a Opus Dei

Opus Dei é uma Prelazia pessoal da Igreja Católica. Foi fundado em Madrid a 2 de outubro de 1928 por São Josemaría Escrivá. Atualmente pertencem à Prelazia cerca de 80.000 pessoas dos cinco continentes. A sede prelatícia ? com a igreja do Prelado ? encontra-se em Roma. O Concílio Vaticano II recordou que todos os batizados são chamados a seguir Jesus Cristo, e a viver e dar a conhecer o Evangelho. A finalidade do Opus Dei é contribuir para essa missão evangelizadora da Igreja, promovendo, entre fiéis cristãos de todas as condições, uma vida plenamente coerente com a fé nas circunstâncias correntes da existência humana e especialmente por meio da santificação do trabalho. Com o intuito de alcançar esse fim, a Prelazia do Opus Dei proporciona meios de formação espiritual e atendimento pastoral aos seus próprios fiéis e também a muitas outras pessoas. Por meio desse atendimento pastoral, estimula-se a prática dos ensinamentos do Evangelho pelo exercício das virtudes cristãs e pela santificação do trabalho profissional. Santificar o trabalho significa, para os fiéis da Prelazia, trabalhar segundo o espírito de Jesus Cristo: realizar as tarefas próprias com perfeição, para dar glória a Deus e para servir os outros, e assim contribuir para santificar o mundo, tornando presente o espírito do Evangelho em todas as atividades e realidades temporais. Os fiéis da prelazia realizam pessoalmente a sua tarefa evangelizadora nos variados ambientes da sociedade em que vivem. Por conseguinte, o trabalho que levam a cabo não se limita a um campo específico, como a educação, o cuidado dos doentes ou a ajuda aos incapacitados. A missão da prelazia é lembrar a todos os cristãos que, seja qual for a atividade secular a que se dediquem, devem cooperar para uma solução cristã dos problemas da sociedade e dar testemunho constante da sua fé.

08 novembro 2005

 

Ars Dei na Rádio Aliança FM: 106,3.

No dia 07/11/2005 o grupo Ars Dei esteve na Rádio Aliança, no programa ?Pelos Frutos os Conhecereis? que tem por apresentadores o Pe. Pedro Kunrath (pároco da Paróquia Universitária) e a jornalista Fernanda. A mesa de som ficou à cargo de Alex. Na ocasião o grupo Ars Dei apresentou seu carisma e projetos aos ouvintes e irmãos em Cristo.
Você que é ouvinte da Rádio Aliança, ou ainda, ouviu o programa o nosso muito obrigado!!!!!!!
(Grupo Ars Dei. Da esquerda para a direita: Sem. Filipe, Júlia Luciane, Vanessa e Donarte.)

(Da esquerda para a direita: Pe. Pedro Kunrath, Luciane, Júlia, Vanessa e Sem. Filipe.).


04 novembro 2005

 

SANTA SÉ BUSCA FONTE DAS REVELAÇÕES INDEVIDAS SOBRE O CONCLAVE QUE ELEGEU BENTO XVI

"A Santa Sé considerou seriamente, a hipótese de percorrer as vias legais, contra a revista "Limes", para obrigá-la a revelar a fonte ou as fontes que deram origem ao artigo "Assim elegemos Papa Ratzinger", que revela detalhes dos trabalhos do conclave que elegeu o sucessor de João Paulo II.Depois, levando em conta todas as possíveis repercussões negativas de tal gesto, a cúpula da Cúria romana e a sabedoria de Bento XVI decidiram deixar o fato cair no esquecimento.A revelação do episódio é do jornal italiano "La Stampa", ressaltando que a eleição do Cardeal Ratzinger à cátedra de Pedro, era mais do que prevista, mesmo antes do falecimento de João Paulo II."Todas as investigações, por quanto possam ser secretas, no final vêm à tona" _ afirma o jornal de Turim, norte da Itália. O diário não exclui que, neste exato momento, esteja em curso uma investigação silenciosa e discreta, nos meios vaticanos, para se apurar quem teria feito as revelações sobre os trabalhos do conclave, ainda que, oficialmente, se tenha decidido deixar o fato cair no esquecimento."Parece quase seguro _ afirma "La Stampa" _ que os dados fornecidos por tais fontes correspondam à verdade: Bento XVI teria sido, efetivamente, eleito no quarto escrutínio, com 84 votos a seu favor, seguido do Cardeal Bergoglio, de Buenos Aires, com apenas 26 votos.O jornal questiona quais as razões dessa "fuga de notícias" a cinco meses do conclave, e oferece algumas hipóteses de resposta, entre elas, a da existência de um forte grupo de cardeais que não estava de acordo com a eleição de Joseph Ratzinger e que deseja que isso seja do conhecimento público."La Stampa" considera ainda a possibilidade de que tais revelações possam ser uma tentativa de condicionar as futuras decisões do Pontífice, argumentando, para tanto, o "desequilíbrio de forças" na Cúria romana, onde a América Latina _ subcontinente onde vive mais da metade dos católicos do mundo _ se acha escassamente representada. O diário italiano aponta, de modo particular o Brasil, "que não tem sequer um cardeal em Roma".O jornal conclui o artigo, revelando que circulam vozes de que o Cardeal-arcebispo de Buenos Aires, Jorge Maria Bergoglio, estaria para ser chamado, "ainda que contra a sua vontade", para ocupar um importante cargo na Cúria romana. (AF)
Fonte: www.universocatolico.com.br

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