30 dezembro 2005

 

Artigo

A ÚNICA IGREJA DE JESUS CRISTO (artigo extraído do site Cléofas)
Este artigo se deve a D. Boaventura Kloppenburg O.F.M., Bispo Auxiliar de Novo Hamburgo (RS), que, com grande acume teológico, estuda certo relativismo eclesiológico que vai sendo difundido em nossos dias. Com efeito, segundo alguns, as diversas denominações cristãs seriam equivalentes entre si, de modo que ser católico, ser batista, ser presbiteriano, ser pentecostal... não faria diferença diante de Deus. Segundo outros, nenhuma denominação cristã preenche todas as exigências da Igreja que Cristo quis fundar, de modo que esta só se realizará no fim dos tempos. Como fundamento destas proposições errôneas, muitos invocavam dizeres do Concílio do Vaticano II: ?A Igreja de Jesus Cristo subsiste na Igreja Católica, Apostólica confiada a Pedro?. Ora Frei Boaventura, como teólogo perito (expert) do Concílio do Vaticano II, explica o autêntico sentido de tal passagem do Concílio: este quis afirmar que a Igreja Universal, confiada a Pedro, preenche todos os requisitos da Igreja fundada por Cristo, ao passo que as outras denominações cristãs só satisfazem alguns (ora mais, ora menos numerosos) desses requisitos. Agradecemos a D. Boaventura a valiosa colaboração.
1. O problema ?Até agora estávamos acostumados a nos considerar com a Igreja, única e verdadeira herança do legado apostólico da fé cristã?, acusa o Pe. Paulo Homero Gozzi, S.S.S., na revista Vida Pastoral, de julho-agosto de 1986, página 2. Tal modo de ver, porém, garante, já não seria a doutrina oficial da Igreja Católica desde o Concílio Vaticano II. Cita então o texto de um ante-projeto de documento sobre a Igreja apresentado ao Concílio em 1962, no qual se ensinava que somente a Igreja Católica é a única verdadeira Igreja de Jesus Cristo. Mas este texto, informa, ?foi totalmente rejeitado pelos Bispos?, e ?o que não se conseguiu mudar em quinhentos anos, alterou-se completamente em apenas dois anos de debates?. A doutrina certa do Vaticano II agora seria esta: ?A Igreja de Cristo não é mais a Igreja Romana, nem se identifica mais com ela pura e simplesmente, mas subsiste nela?. Depois explica: ?O Concílio reconhece e admite que pertencem à única, verdadeira e indivisível Igreja de Cristo todos os batizados que professam a verdade do Deus Trino e confessam a Jesus Cristo como Senhor e Salvador, não só individualmente, mas também reunidos em assembléias (Decreto sobre o Ecumenismo, UR 1). Isto porque nasceu também uma nova consciência da fundação da Igreja e da entrega de seu governo ante-projeto rejeitado, mas sobre o Apóstolos e seus sucessores. O papel de Pedro é coordenar o grupo de seus irmãos Apóstolos para mantê-lo unido (cf. Constituição sobre a Igreja Lumen Gentium, III, n. 18)?. Assim manipula-se o Concílio. O que lhe é atribuído no número 1 do Decreto sobre o Ecumenismo, lá não está. Se estivesse, seria realmente doutrina inaudita. O documento, na alínea 2 do citado número 1, fala não da Igreja, mas do movimento ecumênico, afirmando então que deste movimento participam ?os que invocam o Deus Trino e confessam a Jesus como Senhor e Salvador, não só individualmente, mas também reunidos em assembléias?. O articulista simplesmente trunca o texto do Vaticano II. E o que afirma com base no número 18 da Lumen Gentium (LG), também se distancia da doutrina do Concílio. No citado número 18, alínea segunda, o Vaticano I sobre a instituição, perpeitude , poder a natureza do sacro Primado do Romano Pontífice, propondo-a ?novamente para ser criada firmemente por todos os fiéis?. Deste contexto conclui o autor que o governo da Igreja não mais repousa sobre Pedro e seus sucessores, mas sobre os Apóstolos e seus sucessores! O papel de Pedro seria apenas o de ?coordenar o grupo de seus irmãos Apóstolos para mantê-lo unido?. Na realidade, a doutrina sobre o Primado de jurisdição, explicitamente reafirmada pelo Vaticano II, vai muito além da mera função de coordenação. Definiu o Vaticano I que ao Sucessor de Pedro não cabe apenas a tarefa de inspeção ou direção, e sim ?o pleno poder de jurisdição sobre toda a Igreja, não só nas coisas referentes à fé e aos costumes, mas também nas que se referem à disciplina e ao governo da Igreja universal? (Dz 1831). Sem limite de tempo, pessoa, lugar e coisas, seu poder se estende individualmente ou coletivamente sobre todos os fiéis, todos os pastores todos os ritos, em questões de doutrina da fé, de moral, de governo, de liturgia, de costumes (Dz 1827). E o Vaticano II, na Lumen Gentium, n. 22b insiste neste ensinamento: ?O Colégio ou o Corpo episcopal não tem autoridade se nele não se considerar incluído, como cabeça, o Romano Pontífice, sucessor de Pedro, e permanecer intacto o poder primacial do Papa sobre todos, quer Pastores quer fiéis. Pois o Romano Pontífice, em virtude de seu múnus de Vigário de Cristo e Pastor de toda a Igreja, possui na Igreja poder pleno, supremo e universal. E ele pode sempre livremente exercer este seu poder?. Nem é verdade que aquele texto provisório apresentado em 1962 ao Concílio ?foi totalmente rejeitado pelos Bispos?, pelo simples fato de jamais Ter sido objeto de votação. Mais desconcertante, todavia, é a conclusão que o articulista da Vida Pastoral tira da substituição do verbo ?est? (é) pelo verbo ?subsistit in? no atual número 8, segunda alínea, da Lumen Gentium: ?A Igreja de Cristo não é mais a Igreja Romana, nem se identifica mais com ela pura e simplesmente, mas subsiste nela?. Também o Sr. Luiz Carlos Araújo, Profecia e Poder na Igreja (Paulinas 1986) argumenta com o ?subsisti in?, para inferir que ?todas as Igrejas cristãs estão sendo, em graus diferentes, a Igreja de Cristo? (p. 21). Já antes, em Igreja: Carisma e Poder (Petrópolis 1982), Frei Leonardo Boff, O.F.M., se baseara no mesmo ?subsistit in? para deduzir que a Igreja de Cristo? pode subsistir também em outras Igrejas cristãs? (p. 125). Nega-se assim a doutrina de fé sobre a unicidade da Igreja de Cristo.
2. Que ocorreu de fato no Concílio? Na Comissão de Doutrina, na qual eu estava presente na qualidade de ?peritus?, encarregada da redação do texto sobre a Igreja, discutia-se a segunda alínea do número 8. Nela se ensinava que a única Igreja de Jesus Cristo, que no Símbolo confessamos una, santa, católica e apostólica e que nosso Salvador, depois de sua gloriosa ressurreição, entregou a Pedro para a apascentar e confiou a ele aos demais Apóstolos para a propagar e reger, constituída e organizada neste mundo como uma sociedade, ?é a Igreja Católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele, embora fora de sua visível estrutura se encontrem vários elementos de santificação e verdade?. Após demorado debate, do qual participei pessoalmente, o ?este? foi substituído por ?subsistit in?. Todo o resto do texto ficou exatamente como estava e ainda hoje está. Por que se fez a mudança? Na relação oficial, a Comissão explica que com este verbo o texto se adaptou melhor à afirmação acerca dos ?elementos eclesiais de santificação e verdade? presentes também em outras denominações cristãs, algumas das quais, como as orientais, sempre foram consideradas até mesmo como ?Igrejas? (a locução ?Igrejas Orientais? não foi inventada pelo Vaticano II): ?ut expressio melius concordet cum affirmatione de elementis ecclesiasticis quae alibi adsunt? (este grifo está no original). Era, pois, intenção do Concílio Vaticano II ensinar que a una e única Igreja, como Jesus Cristo a quis e fundou, existe historicamente e como tal é hoje cognoscível; e que sua forma existencial concreta é a Igreja que está sendo dirigida pelo Sucessor de Pedro. Ao mesmo tempo, porém, reconhecida que vários elementos (?plura elementa?) eclesiais queridos por Cristo estão presentes (?adsunt?) em Igrejas e Comunidades separadas de Roma. Isto é: a ?eclesialidade? não se identifica sem mais (?est?) com a Igreja Católica, mas incompletamente ou imperfeitamente ((segundo o maior ou menor número de elementos eclesiais presentes); ela, a eclesialidade, se encontra outrossim nas Igrejas ou Comunidades separadas. Num voto modificativo (o ?placet iuxta modum?) 19 votantes sugeriram então que se dissesse ?subsistit integro modo in?, isto é, a Igreja de Jesus Cristo se realiza de modo completo, perfeito ou pleno na Igreja Católica, insinuando que ela se realiza nas outras denominações de modo não perfeito ou pleno. A Comissão respondeu que tal doutrina se encontra mais adiante, no número 14. Veja-se sobre isso meu estudo A Eclesiologia do Vaticano II, pp. 59-64, livro que a Editora Vozes retirou do comércio. Esta, pois, é a doutrina clara e firme do Concílio Vaticano II: ?Unicamente por meio da Igreja Católica, que é o auxílio geral da salvação, se pode conseguir a total plenitude dos meios de salvação. Cremos que o Senhor confiou todos os bens da Nova Aliança a um único Colégio apostólico, a cuja testa está Pedro, a fim de constituir na terra um só Corpo de Cristo, ao qual é necessário que se incorporem plenamente todos os que de algum modo pertencem ao Povo de Deus? (UR 3e.).
3. Documentos complementares Quando Leonardo Boff, no citado livro, concluiu do ?subsistit in? que a Igreja de Cristo? pode subsistir também em outras Igrejas cristãs?, um documento especial de Santa Sé sobre aquele livro (Notificação da Congregação para a Doutrina da Fé, de 11-03-1985) rejeitou semelhante exegese conciliar como ?exatamente contrária à significação autêntica do texto conciliar?. E a Notificação sobre o livro de Leonardo Boff explica: ?O Concílio tinha escolhido a palavra subsistit exatamente para esclarecer que há uma única subsistência da verdadeira Igreja, enquanto fora de sua estrutura visível existem somente elementa Ecclesiae, que ? por serem elementos da mesma Igreja ? tendem e conduzem em direção à Igreja Católica?. E manda ver a Declaração Mysterium Ecclesiae, de 24-06-1973, na qual se reafirmava: ?Os católicos têm o dever de professar que, por misericordioso dom divino, pertencem à Igreja que Cristo fundou e que é dirigida pelos sucessores de Pedro e dos demais Apóstolos, nos quais persiste íntegra e viva a primigênia instituição e a doutrina da comunidade apostólica e o patrimônio perene da verdade e a santidade da mesma Igreja. Por isso não é lícito aos fiéis imaginar que a Igreja de Cristo seja simplesmente um conjunto ? sem dúvida dividido, apesar de conservar ainda alguma unidade ? de Igrejas e comunidades eclesiais; e de nenhuma maneira são livres para opinar que a Igreja não exista mais hoje em lugar nenhum, de forma que se deva considerá-la como uma meta a ser procurada por todas as Igrejas e comunidades?. Pois, como ensina o Concílio, a Igreja, de fato, se encontra plenamente lá onde os sucessores de Pedro e dos outros Apóstolos realizam visivelmente a continuidade com as origens (LG 8b); e a unidade, que é um dom de Deus, de fato foi dada a esta Igreja ?e nós cremos que ela subsiste inamissível na Igreja Católica? (UR 4c), cotada ?de toda a verdade revelada por Deus e de todos os meios da graça? (ib 4f). E o Concílio Vaticano II é categórico quando assevera: ?Por isso não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja Católica foi fundada por Deus mediante Jesus Cristo como instituição necessária, apesar disso não quiserem nela entrar perseverar? (LG 14a). Mais severo ainda, adverte: ?Não se salva contudo, embora incorporado à Igreja, aquele que, não perseverando na caridade, permanece no seio da Igreja ?com o corpo; mas não com o coração?. Lembrem-se todos os filhos da Igreja de que a condição exímia em que estão se deve não a seus próprios méritos, mas a uma peculiar graça de Cristo. Se a ela não corresponderem por pensamentos, palavras e obras, longe de se salvarem, serão julgados com maior severidade? (LG 14b). Em documento de outra natureza, a Declaração Dignitatis humanae, sobre a Liberdade Religiosa, o Concílio não é menos claro, porém mais positivo: ?Professa em primeiro lugar o Sacro Sínodo que o próprio Deus manifestou ao gênero humano o caminho pelo qual os homens, servindo a Ele, pudessem salvar-se e tornar-se felizes em Cristo. Cremos que esta única verdadeira Religião se encontra (subsistere) na Igreja Católica e Apostólica? (n. 1b). A Pontifícia Comissão Teológica Internacional publicou no ano passado Temas Seletos de Eclesiologia (veja-se o texto completo português em SEDOC de abril de 1986, 921-966), dedicando o décimo capítulo ao tema da unicidade da Igreja. Sua conclusão é esta: ?De nossa análise consta que a autêntica Igreja não pode ser entendida como uma utopia que visaria a atingir todas as comunidades cristãs hoje divididas e separadas. A verdadeira Igreja, bem como sua unidade, não são exclusivamente uma realidade futura. Elas já se encontram na Igreja Católica, na qual está realmente presente a Igreja de Cristo?.
4. Conclusão A doutrina oficial da Igreja, por conseguinte, é sem dúvida esta: a única Igreja de Jesus Cristo de fato subsiste de modo pleno somente na Igreja Católica; nas outras Igrejas ou Comunidades separadas da Sé Apostólica de Pedro, ela subsiste apenas parcialmente, em diferentes graus de perfeição, segundo o maior ou menor número de elementos eclesiais substanciais nelas presentes. E porque a Igreja de Jesus Cristo é uma só, a que foi edificada sobre Pedro e que o próprio Salvador denomina ?minha Igreja? (Mt 16, 18), e unicamente nela se encontra a plenitude dos meios de salvação e santificação, exorta o Documento de Puebla no. N. 225: ?Temos o dever de proclamar a excelência de nossa vocação à Igreja Católica?, já que, como ensina belamente no n. 227, ela ?é o lugar onde se concentra ao máximo a ação do Pai, que na força do Espírito de amor, busca solícito os homens para partilhar com eles ? em gestos de indizível ternura ? sua própria vida trinitária?. Nossa abertura ao diálogo ecumênico não deve ser motivo para atenuar a clareza e a firmeza de nossa fé católica. Ainda neste ponto o Concílio Vaticano II é firme quando nos dá a seguinte regra: ?É absolutamente necessário que a doutrina inteira seja lucidamente exposta. Nada é tão alheio ao ecumenismo quanto aquele falso irenismo, pelo qual a pureza da doutrina católica sofre detrimento e seu sentido genuíno e certo é obscurecido? (UR 11).

29 dezembro 2005

 

Para os Universitários


27 dezembro 2005

 

São João Apóstolo

27 de dezembro São João, Apóstolo e Evangelista (+ Éfeso, séc. I)
Filho de Zebedeu e irmão de São Tiago o Maior, foi discípulo de SãoJoão Batista antes de ser o "Discípulo amado" de Nosso Senhor. No alto doCalvário, representou a Humanidade quando recebeu como Mãe a MariaSantíssima, e foi a Ela entregue como filho. É autor do quarto Evangelho ede três epístolas canônicas. Viveu, segundo a tradição, na ilha de Patmos,onde lhe foi revelado o Apocalipse, e morreu quase centenário em Éfeso.

 

As Velas

Este texto foi extraído de um site Ortodoxo, no entanto, serve perfeitamente para os Católicos Romanos. (adaptado) Por que ascendemos velas?
Por que se acende uma vela a Deus ou a um santo? Para comprá-los a fim de alcançar uma graça? Ou para apaziguá-los a fim de ficarmos livres de um mal que nos atormenta ou de uma desgraça que nos ameaça? Nem um nem outro. O sentido da vela acesa é muito mais nobre e mais profundo.
Símbolo de consumação
Deus é nosso Criador e nós, suas criaturas; quer dizer que tudo o que somos e tudo o que temos nos foi dado de graça por Deus. Por conseguinte, seu poder sobre nós é absoluto e seus direitos ilimitados. Pode até exigir a nossa própria vida em sacrifício. Os povos pagãos reconheciam esse direito a seus deuses. Por isso ofereciam-lhe sacrifícios humanos (crianças, geralmente, por causa de sua inocência), para acalmar a sua ira ou conseguir o que desejavam. A Bíblia nos diz também que o Deus verdadeiro exigiu uma vez um sacrifício humano; pediu a Abraão que lhe sacrificasse seu filho único Isaac. Abraão obedeceu. Mas no instante em que segurava a faca para matar o filho em cima da fogueira, Deus enviou seu Anjo que reteve a mão do pai e substituiu o filho por um carneiro (Gn 22). Deus mostrava, assim, que os sacrifícios humanos não são agradáveis a seus olhos e que só quis pôr à prova a fidelidade e a obediência de seu servo. Na história da humanidade houve um só sacrifício de seu próprio Filho feito homem, nosso Senhor Jesus Cristo, na cruz, para a salvação e a redenção do gênero humano. Esse sacrifício continua renovando-se misticamente, de modo incruento, onde houver um sacerdote e um altar. Que relação pode haver entre um sacrifício e uma vela acesa? A vela acesa substitui diante de Deus a pessoa que a acende: Fica se consumindo, como se fosse um holocausto oferecido a Deus. O holocausto era, na Antiguidade e na lei mosaica, o sacrifício mais perfeito, porque por ele a vítima era oferecida a Deus e queimada por inteiro em reconhecimento a seu poder e direito absolutos sobre quem a oferecia. A vela acesa ê um holocausto em miniatura. A pessoa compra a vela que passa a lhe pertencer, a ser sua. Acende-a para ser consumida em seu lugar. Uma vela acesa a Deus simboliza, portanto, a adoração e a entrega total de quem a acende ao Deus Todo Poderoso, Senhor e Criador de todos os seres. Uma vela acesa a um santo tem o mesmo simbolismo, só que este sacrifício é oferecido a Deus por intermédio deste ou daquele santo. É claro que está longe de ter o mesmo valor do sacrifício eucarístico, cujo valor é infinito, visto que por ele é o próprio Homem-Deus que se oferece a seu Pai. Mas nem por isso deve ser desprezado ou abolido. Deve-se, sim, evitar a má interpretação e o exagero, isto é, evitar dar-lhe maior valor do que ele tem. Vela acesa é, pois, símbolo de consumação.
Símbolo de Cristo, Luz do mundo
A vela acesa tem também outro simbolismo. Irradiando luz iluminadora, simboliza Cristo "Luz do mundo", conforme ele próprio se qualificou. Por isso, nos ofícios litúrgicos, usam-se freqüentemente velas acesas, sobretudo durante a semana santa e o tempo pascal.
Por que Acender Velas?
O costume de acender velas tem origem nas prescrições do Antigo Testamento: "O Senhor disse a Moisés: "Ordena aos israelitas que te tragam óleo puro de olivas esmagadas para manter, continuamente acesas as lâmpadas do candelabro. Disporás as lâmpadas no candelabro de ouro puro para que queimem continuamente diante do Senhor". Lev 24, 1-4. A vela acesa, enquanto rezamos, tem um significado muito especial. A idéia básica da "LUZ" como oposição às "trevas" está nas suas raízes: Por exemplo, o profeta Simeão falou da vinda de Cristo como "Luz para revelação dos gentios". Simeão refletia consigo mesmo a profecia do profeta Isaías sobre a vinda do Messias: "O povo que andava nas trevas viu uma Grande Luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma Luz" Is 9,1. Esta profecia cumpriu-se no Novo Testamento, quando a Virgem Maria apresentou seu filho Jesus no templo de Jerusalém. (Lc. 2, 22-32:). Também Jesus identificou-se a si mesmo com estas palavras: "Eu Sou a LUZ do mundo, aquele que me segue não andará nas trevas, mas terá a Luz da Vida" Jo 8,12. Acender velas nas igrejas é, portanto, uma tradição muito antiga. Claramente, a prática individual de acender a vela quando entramos na igreja, é um meio poderoso de unir a nossa oração individual com a oração da Igreja e com Cristo, a Luz do mundo. Mas atenção: as velas não devem substituir nossas orações nem devemos esperar efeitos mágicos de seu uso. Mas, como expressão de nossa presença diante do Altíssimo, a suplicar a luz que ilumina as trevas de nossos pecados fazendo-nos deles tomar consciência para uma contínua conversão a que somos todos chamados.

26 dezembro 2005

 

Santo Estevão

26 de dezembro Santo Estevão, Protomártir(+ Jerusalém, séc. I) Santo Estêvão foi um dos sete primeiros diáconos de Jerusalém.Pregava admiravelmente e obtinha numerosas conversões para o Cristianismo,razão pela qual incorreu no ódio dos judeus inimigos da Igreja nascente.Preso e condenado como blasfemo, foi apedrejado. Tem a glória de ser o Protomártir, ou seja, o primeiro mártir que derramou seu sangue por amor a Jesus Cristo.

23 dezembro 2005

 

Feliz Natal!

Cidade do Vaticano, 19/12/2005 - 17:35 Trecho do comentário do padre Raniero Cantalamessa OFM Cap - pregador da Casa Pontifícia - ao Evangelho do IV domingo de Advento (Lucas 1, 26-38).

A fé é o segredo para fazer um verdadeiro Natal, expliquemos em que sentido: Santo Agostinho disse que «Maria concebeu por fé e deu à luz por fé»; mais ainda, que «concebeu a Cristo antes no coração que no corpo». Nós não podemos imitar Maria em conceber e dar à luz fisicamente Jesus; podemos e devemos, ao contrário, imitá-la em concebê-lo e dar-lhe a luz espiritualmente, mediante a fé. Crer é «conceber», é dar carne à palavra. Assegura-o Jesus mesmo dizendo que quem acolhe sua palavra converte-se para ele em «irmão, irmã e mãe» (Cf. Marcos 3,33). Vemos portanto como se faz para conceber e dar à luz Cristo. Concebe a Cristo a pessoa que toma a decisão de mudar de conduta, de dar uma volta na sua vida. Dá à luz Jesus a pessoa que, depois de ter adotado essa resolução, a traduz em ato com alguma modificação concreta e visível em sua vida e em seus costumes. Por exemplo, se blasfemava, já não o faz; se tinha uma relação ilícita, corta-a; se cultivava um rancor, faz a paz, se não se aproximava nunca dos sacramentos, volta a eles; se era impaciente em casa, busca mostrar-se mais compreensiva, e assim sucessivamente. O que levaremos de presente este ano ao Menino que nasce? Uma oração da liturgia ortodoxa nos sugere uma idéia maravilhosa: «O que podemos te oferecer, ó Cristo, em troca de que tenhas feito homem por nós? Toda criatura te dá testemunho de sua gratidão: os anjos seu canto, os céus a estrela, os Magos os presentes, os pastores a adoração, a terra uma gruta, o deserto um presépio. Mas nós, nós te oferecemos uma Mãe Virgem!». Nós - isto é, a humanidade inteira - te oferecemos Maria!

19 dezembro 2005

 

Advento

O Verbo de Deus nasceu uma vez para todos segundo a carne. Mas, por causa do seu amor pelos homens, Ele deseja nascer sem cessar pelo espírito para todos os que o desejam; Ele faz-se criança e forma-se neles ao mesmo tempo que as virtudes; manifesta-se na medida de que sabe ser capaz aquele que o recebe. Agindo desta forma, já não é por ciúme que atenua o brilho da sua própria grandeza, mas porque afere e mede a capacidade daqueles que desejam vê-Lo. Assim, o Verbo de Deus revela-se-nos sempre da maneira que nos convém e contudo permanece invisível para todos, por causa da imensidade do Seu mistério. Por isso, o Apóstolo por excelência, considerando a força deste mistério, diz com sabedoria: «Jesus Cristo é sempre o mesmo ontem e hoje e por toda a Eternidade» (Heb 13,8); Ele contemplava este mistério sempre novo que a inteligência nunca acabará de sondar... Só a fé consegue apreender este mistério, ela que está no fundo de tudo aquilo que ultrapassa a inteligência e desafia a expressão.
S. Máximo o Confessor (c.580-662), monge e teólogo

18 dezembro 2005

 

Noticias

BENTO XVI PEDE RECOLHIMENTO INTERIOR , NUM MUNDO "MUITO BARULHENTO" QUE IMPEDE QUE SE OUÇA A VOZ DE DEUS
Cidade do Vaticano, 18 dez (RV) - Bento XVI pediu hoje, aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro, sob a janela de seus aposentos, que valorizem o silêncio e cultivem o "recolhimento interior", num mundo "freqüentemente muito barulhento", que nos impede de ouvir a voz de Deus. A exortação do Papa foi feita na reflexão que antecedeu a oração mariana do Angelus dominical. O Pontífice referiu-se à figura de São José, como modelo de homem justo, que "acolheu o filho de Deus feito homem e velou por seu crescimento humano". O Santo Padre recordou que o falecido João Paulo II dedicou uma meditação a São José, em sua exortação apostólica "Redemptoris Custos" (Guardião do Redentor), de 15 de agosto de 1989, na qual enfatizou "o silêncio de São José", que "não reflete um vazio interior, mas ao contrário, a plenitude da fé". "Deixemo-nos contagiar pelo silêncio de São José! Temos muita necessidade desse silêncio _ ponderou o Papa _ num mundo freqüentemente muito barulhento, que não favorece o recolhimento nem nos deixa escutar a voz de Deus. Neste tempo de preparação ao Natal _ pediu Bento XVI _ cultivemos o recolhimento interior, para acolher e conservar Jesus em nossas vidas." Após a oração mariana do Angelus, o Santo Padre cumprimentou os fiéis em diferentes idiomas, e fez votos de que a proximidade do Natal ajude a renovar nosso compromisso cristão e a manter viva nossa esperança.
Na parte da manhã, o Papa fizera _ retomando uma tradição firmada por João Paulo II _ sua primeira visita como Bispo de Roma, a uma das paróquias de sua Diocese: a paróquia romana de Santa Maria da Consolação, onde celebrara a santa missa.Recordamos que, durante seus quase 27 anos de pontificado, João Paulo II visitou mais de 300 paróquias romanas, até que em 2002, por causa de seu delicado estado de saúde, decidiu-se que os paroquianos passariam a ir visitá-lo no Vaticano.Bento XVI foi titular dessa paróquia, de 1977 a 1993, quando ainda era cardeal. Em sua homilia, Bento XVI exortou os católicos romanos a não tornar o Natal uma data comercial, dizendo que a alegria, e não objetos caros, é o verdadeiro presente desta época. Foi a segunda vez, nos últimos dias, que ele advertiu contra o crescente materialismo no Natal. No início deste mês, ele disse que a "poluição" comercial está arruinando o espírito do Natal. (AF)

 

O Incenso

O incenso é uma resina gomosa que brota na forma de gotas da árvore Boswellia Carteri, arbusto que cresce espontaneamente na Ásia e na África. Durante o tempo de calor e seca (nos meses de fevereiro e março) são feitas incisões sobre o tronco e ramos, dos quais brota continuamente a resina, que se solidifica lentamente com o ar. A primeira exudação para nada serve e é, pois, eliminada; a segunda é considerada como material deteriorável; a terceira, pois, é a que produz o incenso bom e verdadeiro, do qual são selecionadas três variedades, uma de cor âmbar, uma clara e a outra branca.
NA ANTIGÜIDADE: Era uso antigo espalhar resina e ervas aromáticas sobre carvões acesos para purificar o ar e afastar o perigo de infecções. Num primeiro momento, a fumaça tinha um valor catártico (de purificação, de relaxamento) e também apotropaico (o de afastar ou destruir as influências maléficas provenientes de pessoas, coisas, animais, acontecimentos). O uso desta resina perfumada não era exclusivo do culto religioso. O incenso não era queimado somente nos templos, mas também nas casas; as incensações exalavam perfume e, ao mesmo tempo, tinham um fim higiênico. O incenso foi sempre considerado como algo muito precioso. Era utilizado em todas as cerimônias e funções propiciatórias, porém, era sobretudo queimado diante de imagens divinas nos ritos religiosos de muitos povos e, ao se sublimarem as concepções religiosas, as espirais de incenso, em quase todos os cultos, converteram-se em símbolo da oração do homem que sobe até Deus. No culto aos mortos, a fumaça que subia para o alto, era considerada como uma forma de atingir o além e, ao mesmo tempo servia para afastar o odor proveniente da decomposição, uma necessidade premente nos países de clima mais quente. O incenso era também utilizado como expressão de honra para os imperadores, o rei e as pessoas notáveis.
NAS SAGRADAS ESCRITURAS: Conta-se na Bíblia que a Rainha de Sabá chegou a visitar Jerusalém e o Rei Salomão, levando-lhe, entre outros presentes, uma quantidade extraordinária do mais precioso incenso que, naquela época, era vendido num centro de comércio muito importante. De fato, ao longo da história do incenso prosperam povos e reinos míticos, como se lê na Bíblia, no Alcorão e no Livro etíope dos reis. O incenso fazia parte da composição aromática sagrada destinada unicamente a Deus (Ex 30,34) e se transformou em símbolo de adoração. Em linhas gerais é símbolo de culto prestado a Deus e de adoração: Ouçam-me, filhos santos...Como incenso exalem bom odor Si 39,14). A oferenda do incenso e a oração são intercambiáveis, ambos são sacrifícios apresentados a Deus, como diz o salmo 141, que proclama: Suba até vós minha oração, como o perfume do incenso. E é com estas palavras que, na Igreja Oriental, o celebrante ora durante as Vésperas e Laudes matutinas dos dias de festa espalhando em torno de si o perfume do incenso. Com a oferta do incenso os magos do Oriente adoraram o menino Jesus como o recém-nascido Salvador do Mundo (Mt. 2,11). No último livro do Antigo Testamento, o Apocalipse, João vê vinte e quatro anciãos que estavam diante do Cordeiro de Deus, com arpas e taças de ouro cheias de incenso: São as orações dos santos (Ap 8,3-4).
ENTRE OS CRISTÃOS: Os cristãos não utilizaram o incenso na liturgia desde o início porque queriam se distinguir, o mais claramente possível, do paganismo. Extinto o paganismo, o rito do incenso encontrou logo seu lugar na liturgia cristã. A partir do Século IV, a tradição cristã adotou o incenso em seus rituais de consagração e ainda hoje o queima para honrar o altar, as relíquias, os objetos sagrados, os sacerdotes e os próprios fiéis, e para propiciar a subida ao céu das almas dos falecidos no momento das Exéquias. Primeiramente foram colocados turíbulos na igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, e em seguida também nas grandes basílicas do Ocidente, junto aos altares e diante dos túmulos dos mártires. Graças à benção propiciada pelo incenso antes de seu uso, ele chega a ser um sacramental (sinal sagrado, que possui certa semelhança com os sacramentos e do qual se obtém efeitos espirituais). Desde o século IX, instaurou-se o uso do incenso no início da Missa e desde o século XI o altar se transformou no centro da incensação.O turíbulo era também levado na procissão junto com o evangeliário. Em seguida, a incensação estendeu-se às oferendas do pão e do vinho, que são incensadas três vezes em forma de cruz, da mesma maneira como se procede com o altar e a comunidade litúrgica. Desta forma, nasceu a tríplice incensação durante a Missa, praticada também hoje de maneira regular no Oriente e, entre nós, somente nas festas solenes. O incenso deve envolver toda uma atmosfera sagrada de oração que, como uma nuvem perfumada, sobe até Deus. O agitar do turíbulo em forma de cruz recorda principalmente a morte de Cristo e seu movimento em forma de círculo revela a intenção de envolver os dons sagrados e de consagrá-los a Deus. O incenso é muito utilizado na liturgia fúnebre. Os falecidos permanecem como membros da Igreja, já santificados pelos sacramentos. Portanto, seu corpo morto é honrado com o incenso, como as santas mulheres, na manhã de Páscoa, queriam honrar o corpo de Jesus, ungindo-o com óleos preciosos. Na reforma litúrgica, depois do Concílio, em muitos lugares renunciou-se ao símbolo tradicional do incenso, da mesma forma como ocorreu com outros símbolos mais antigos. Na consagração solene de um altar, depois da unção da mesa, queima-se incenso e outros aromas sobre os cinco pontos do altar. O bispo interpreta esse gesto com as palavras: ?Suba até vós, Senhor, o incenso de nossa oração; e como o perfume se espalha por este templo, assim possa tua Igreja expandir para o mundo o suave perfume de Cristo.
NOS DIVERSOS POVOS: No templo, juntos aos ídolos, os romanos, bem como os gregos, tinham um altar para o incenso (foculus), em sinal de homenagem e adoração. No culto ao imperador, a incensação possuía valor de reconhecimento da religião e do estado do imperador enquanto deus. Entre os etruscos, o sumo sacerdote, o único que podia conhecer os sinais dos acontecimentos, anunciava com um toque de trombeta o final de um período e pronunciava o novo tempo queimando o incenso sagrado em braseiros preciosamente decorados. Na Grécia se incensava a vítima do sacrifício para torná-la mais aceitável à divindade. O incenso era deixado a arder perenemente em braseiros como oferenda aos deuses, protetores da família, e aos antepassados e também era queimado nas casas dos enfermos, com fins terapêuticos. Hipócrates, o famoso médico grego (600 ac), o utilizava para curar a asma e para aliviar as dores do parto. Em Israel o incenso era de grande importância no culto divino. Com incenso, misturado a outras substâncias odoríferas, o sumo sacerdote entrava uma vez por ano no Santo dos Santos, ou seja no espaço mais sagrado e reservado do templo. No Egito o uso do incenso remonta há uns quinze séculos antes de Cristo. Os egípcios utilizavam este perfume dos deuses como o chamavam, para os rituais do templo, convencidos de que o incenso podia fazer chegar à divindade os desejos dos homens. Também o definiam como o ?suor dos deuses que cai sobre a terra?. Na Índia é queimado durante as meditações de yoga, a fim de facilitar o encontro com a divindade; perfuma os fornos crematórios, como rito de passagem da vida terrena à ultraterrena e, além disso, era também utilizado contra reumatismos e enfermidades nervosas. Na África o incenso é ainda hoje utilizado para acalmar as dores de estômago, para melhorar o funcionamento do fígado e circulação do sangue. Na Europa, em alguns povoados da Áustria e da Suíça, é queimado nas casas no período compreendido entre o Natal e a Epifania para garantir a boa saúde de todos que ali moram. É considerado de bom agouro queimar incenso durante banquetes de casamento e também em bodas de prata, de ouro e de diamante. Na América central os maias associavam esta resina à lua, símbolo feminino portador de vida, como o sangue, a linfa, a chuva; também queimavam incenso para exorcizar a seca.
RELAXA, EMBRIAGA, PURIFICA: Pesquisas científicas tem demonstrado que, ao ser queimado o incenso desprende tetraidrocanabinol (THL), substância com notável poder desinfetante, porém também inebriante e anestésica, capaz, por exemplo, de atenuar dor de cabeça e de dente. O fenol exalado pela fumaça do incenso de fato atua no córtex cerebral (sede da consciência e da elaboração de informações) e sobre o sistema neurovegetativo (que controla a respiração, o ritmo cardíaco, as funções digestivas e intestinais). Foi comprovado que o THL estimula a serotonina (substância produzida pelo cérebro, pertencente ao grupo biológico das aminas). Doses básicas, como por exemplo as equivalentes as exalações de incenso durante uma cerimônia religiosa, aumentam o nível de serotonina que, por sua vez, atenua os impulsos nervosos e baixa a freqüência das ondas cerebrais, criando um estado psicofísico que facilita a capacidade de concentração. A serotonina é também dotada de ação anti-hemorrágica, sendo protetora dos capilares. Supõe-se que o incenso, com seu poder inebriante, é capaz de ajudar na concentração, despertando a vontade psíquica, levando paz ao coração, aplacando as tensões, predispondo à meditação e acendendo nos ânimos aquele fervor que permite entrar em contato com a divindade. Também estimula favoravelmente o olfato do homem, exalta o caráter solene de uma celebração e, finalmente, desinfeta e purifica os ambientes.

13 dezembro 2005

 

12 de DEZEMBRO - NOSSA SENHORA DE GUADALUPE

Um mistério de grande magnitude com o qual os cientistas se deparam é o da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, impressa no manto (tilma) de um indígena mexicano, chamado Juan Diego. Segundo relato do próprio Juan Diego, uma senhora de radiante beleza apareceu-lhe no dia nove de dezembro de 1531, e disse-lhe para pedir ao bispo para construir uma capela naquele local. Juan Diego procurou o bispo e este, não acreditando em suas palavras, pediu-lhe uma prova. Ao se encontrar novamente com a senhora, transmitiu-lhe o pedido do bispo e ela mandou que subisse ao alto do morro e colhesse as mais lindas flores que lá encontrasse. Deveria guardá-las em seu manto e levá-las ao bispo. Juan Diego estranhou, pois era inverno e não poderia haver flores naquela época. Porém, fez como lhe fora mandado. Para o seu espanto, no local indicado, encontrou rosas das mais lindas espécies, as quais colheu e levou ao bispo. Chegando lá, abriu o seu manto e, para o assombro dos presentes, enquanto as rosas caíam do seu regaço ao chão, em seu manto foi se plasmando a imagem de uma linda mulher, tal como fora descrito por Juan Diego anteriormente. A partir desse fenômeno, este manto passou a ser conhecido como o Manto de Nossa Senhora de Guadalupe, e se encontra exposto na Basílica de mesmo nome, no México. O tecido do manto, onde está impressa a imagem, se decompõe em aproximadamente vinte anos. Com 474 anos, está em perfeito estado de conservação, apesar de ter permanecido por séculos exposto aos rigores do calor, do pó e da umidade. O sábio alemão Richard Kuhn, prêmio Nobel de Química, após examinar profundamente uma amostra da pintura, constatou que sua policromia não procede de corantes minerais, vegetais ou animais! Submetida à análise nos laboratórios da NASA, cientistas constataram que: O manto não foi submetido a nenhum processo que pudesse atuar como elemento protetor, o que torna simplesmente inexplicável sua conservação. Inexiste esboço prévio na "pintura?. Não há pincelado. A técnica utilizada é totalmente desconhecida na história da pintura. É inusitada, incompreensível e irreproduzível. Não bastasse tudo isso, a imagem apresenta ainda um fenômeno incrível, na íris dos olhos da imagem. Nossa Senhora de Guadalupe é a padroeira da América Latina
Virgem de Guadalupe rogai por nós

 

Justiça condena pistoleiros que mataram Ir. Dorothy Stang

A Justiça do Estado do Pará (norte do Brasil) condenou dia 10 de dezembro, a 17 anos de prisão, Clodoaldo Batista e, a 28 anos, Rayfran das Neves, pelo assassinato da Ir. Dorothy Stang, em fevereiro deste ano. Ir. Dorothy Stang foi morta com seis tiros disparados pelas costas por dois pistoleiros no dia 12 de fevereiro deste ano. O julgamento dos acusados do assassinato da missionária teve início na sexta-feira, dia 9. Os defensores públicos que atuaram na defesa dos réus prometeram recorrer da decisão do júri. O promotor de Justiça Edson de Souza, no início de sua intervenção, deixou clara a intenção de pedir pena máxima para Rayfran e Clodoaldo Carlos Batista. O crime foi um homicídio qualificado, ou seja, planejado, mediante promessa de pagamento, e no qual a vítima não teve nenhuma chance de defesa. Os supostos mandantes do crime são os fazendeiros Reginaldo Pereira Galvão e Vitalmiro Bastos Moura. O intermediário é um outro fazendeiro, Amair Feijoli da Cunha. Os três estão presos no Pará e o seu julgamento deve ocorrer no próximo ano. Irmã Dorothy, missionária de Notre Dame, tinha 73 anos e foi assassinada no assentamento Esperança, a 40 quilômetros do município de Anapu (PA). Há 40 anos Irmã Dorothy trabalhava junto a pequenas comunidades no interior da Amazônia. Norte-americana naturalizada brasileira, enfrentava ameaças de morte por fazendeiros da região desde que começou um trabalho de apoio aos trabalhadores rurais, em 1997, que contemplava projetos de assentamento adequados à conservação da Amazônia, chamados Projetos de Desenvolvimento Sustentável. As terras da União onde a missionária trabalhava são disputadas por madeireiros e grandes fazendeiros do Pará.

06 dezembro 2005

 

Comentário do Filme: "O exorcismo de Emily Rose"

Recebi e-mails sugerindo que fizesse um comentário a respeito do filme "o exorcismo de Emily Rose". Eu mesmo vi o filme e creio seja mais uma tentativa sensacionalista para chamar atenção e ganhar nas bilheterias, como todos os filmes. O mesmo, como produção é muito bom, dá para sentir a tensão típica de um filme de terror e suspense, e foi também mais realista do que aquele filme do "exorcista" que mostrava uma moça que girava a cabeça e vomitava a dois metros de distancia do padre sujando ele todo, enfim, esse me pareceu mais realista neste aspecto. Também apresenta cenas questionáveis como quando a moça se encontra numa capela e está possuída, não sei se isso poderia acontecer lá, enfim...
A questão é que quando aparece um filme deste a sociedade é convidada a refletir sobre o assunto, não somente de exorcismo propriamente dito, até porque uma parcela mínima conhece bem o assunto, mas sobre a vida espiritual, principalmente sobre o jogo trevas X Luz que aparece em destaque. O ritual de exorcismo deixa bem claro que a vitória de Cristo já foi alcançada na ressurreição, no entanto é possível sim que uma pessoa seja atormentada ou posuída pelo demônio, o erro é quando encaramos esse ritual como algo mágico, como contra-feitiço que o padre usa para livrar a pessoa. O ritual é também uma celebração da paixão, morte e ressurreição de Cristo. A Igreja é muito prudente ao falar neste assunto pois a luta do mal contra Deus se dará até o fim dos tempos, é algo que já se faz presente no aprendizado de nossa fé, não podemos fazer disso um espetáculo, um show. O próprio ritual do batismo, como da crisma, fazem um pequeno exorcismo renunciando o demônio e aderindo a Deus, é algo intrínseco a fé cristã.
O que não podemos fazer é se dar ao erro de pensar que o mal possua forças maiores ou iguais a Deus, essa visão maniqueísta não condiz com nossa fé. Deus é o criador de tudo, inclusive do demônio, que por não aderir a Deus tornou-se mal. Foi criado bom, mas por renunciar a sua posição tornou-se mal, pois se afastou da Luz. Enfim, mais uma vez somos convidados a refletir sobre estes assuntos, pena que o filme foi lançado próximo do natal, (acho meio inconveniente), mas é bom lembrarmos, de vez em quando, que existe o mal, jogar o diabo para debaixo do tapete também não é coerente com a nossa fé. Precisamos ter é uma fé esclarecida e saber ler e estudar sobre assuntos que temos dúvidas. E quando fizermos isso seria sábio procurarmos as fontes seguras como o catecismo, o compêncio do Concílio Vaticano II, os rituais, etc.
Assim que puder tentarei postar algo sobre o assunto, em relação ao filme é isso, vale a pena ver, não vale apena se imprencionar, nem tudo é como mostram os filmes.

 

Os ícones

Os ícones participam na beleza da oração. Eles são como janelas que se abrem às realidades do Reino de Deus e as tornam presentes na nossa oração sobre a terra. Eles são um apelo à nossa própria transfiguração. Apesar de o ícone ser uma imagem, não é uma ilustração pura nem decoração. É sinal da encarnação, é presença que oferece aos olhos a mensagem espiritual que a Palavra dirige aos ouvidos.
O fundamento dos ícones é, segundo São João Damasceno (século VIII), a vinda de Cristo à terra. A salvação está ligada à encarnação do Verbo divino, por consequência, à matéria: «Deus, que não tem corpo nem figura, não podia outrora, de maneira nenhuma, ser representado por qualquer imagem. Mas agora, que Deus permitiu ser visto em carne e viver no meio dos homens, eu posso fazer uma imagem daquilo que vi de Deus. Eu não adoro a matéria, mas sim o criador da matéria, que se tornou matéria por minha causa, que quis habitar a matéria e que, através da matéria, me deu a salvação.»
Pela fé que transmite, pela sua beleza e profundidade, o ícone pode abrir um espaço de paz, reavivar uma espera. Ele convida a acolher o mistério da salvação na nossa humanidade e em toda a criação.

03 dezembro 2005

 

O relativismo está ganhando espaço em alguns setores da teologia católica

Segundo afirma a teóloga Llaria Morali em um congresso internacional sobre mística
ANCONA, sexta-feira, 2 de dezembro de 2005 (ZENIT.org).-
«O relativismo está ganhando espaço em alguns setores da teologia católica», adverte a teóloga Iliaria Morali durante sua intervenção em um congresso sobre mística na localidade italiana de Ancona. Por este motivo, constata a professora de teologia da Universidade Pontifícia Gregoriana, o relativismo --segundo o qual todas as religiões são válidas e se equiparam-- está-se convertendo no «problema central para a fé de nossa época, como diz Joseph Ratzinger». A teóloga leiga fez estas afirmações durante a abertura do congresso «Experiência mística cristã, místicas não-cristãs e nova religiosidade no Ocidente», que se celebra até o sábado na Universidade Politécnica das Marcas, organizado pelo Centro de Estudos Oriente-Ocidente. Para Llaria Morali, especialista em Teologia dogmática, existe a tendência a «professar uma idéia de realidade divina e de relação entre o homem e Deus totalmente incompatível com a fé, até o ponto de que rejeita que a Revelação cristã possa aspirar a ter um caráter único». «Desta maneira --sublinha--, exclui-se que tenha um valor universal a relação pessoal entre Deus e o homem, testemunhada pela Revelação cristã». Segundo a teóloga, «a doutrina da amizade com Deus pela graça é o fundamento da mística cristã» e, neste sentido, tem um caráter único. Por este motivo, Morali sugeriu «não se deixar subjugar pelo Deus impessoal adorado pelos relativistas para voltar a encontrar o Deus de Jesus Cristo, o rosto pessoal e amigo da salvação».

02 dezembro 2005

 

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