13 dezembro 2005

 

Justiça condena pistoleiros que mataram Ir. Dorothy Stang

A Justiça do Estado do Pará (norte do Brasil) condenou dia 10 de dezembro, a 17 anos de prisão, Clodoaldo Batista e, a 28 anos, Rayfran das Neves, pelo assassinato da Ir. Dorothy Stang, em fevereiro deste ano. Ir. Dorothy Stang foi morta com seis tiros disparados pelas costas por dois pistoleiros no dia 12 de fevereiro deste ano. O julgamento dos acusados do assassinato da missionária teve início na sexta-feira, dia 9. Os defensores públicos que atuaram na defesa dos réus prometeram recorrer da decisão do júri. O promotor de Justiça Edson de Souza, no início de sua intervenção, deixou clara a intenção de pedir pena máxima para Rayfran e Clodoaldo Carlos Batista. O crime foi um homicídio qualificado, ou seja, planejado, mediante promessa de pagamento, e no qual a vítima não teve nenhuma chance de defesa. Os supostos mandantes do crime são os fazendeiros Reginaldo Pereira Galvão e Vitalmiro Bastos Moura. O intermediário é um outro fazendeiro, Amair Feijoli da Cunha. Os três estão presos no Pará e o seu julgamento deve ocorrer no próximo ano. Irmã Dorothy, missionária de Notre Dame, tinha 73 anos e foi assassinada no assentamento Esperança, a 40 quilômetros do município de Anapu (PA). Há 40 anos Irmã Dorothy trabalhava junto a pequenas comunidades no interior da Amazônia. Norte-americana naturalizada brasileira, enfrentava ameaças de morte por fazendeiros da região desde que começou um trabalho de apoio aos trabalhadores rurais, em 1997, que contemplava projetos de assentamento adequados à conservação da Amazônia, chamados Projetos de Desenvolvimento Sustentável. As terras da União onde a missionária trabalhava são disputadas por madeireiros e grandes fazendeiros do Pará.

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