30 maio 2006

 

Representantes judeus vêem na visita do Papa a Auschwitz um alerta para a humanidade

ROMA, segunda-feira, 29 de maio de 2006 (ZENIT.org).- Representantes judeus vêm na visita de Bento XVI esse domingo a Auschwitz uma advertência à humanidade para que horrores como esse não voltam a se repetir. Giuseppe Laras, presidente dos rabinos da Itália, declarou aos microfones de «Rádio Vaticano» que «esta visita quer ser uma advertência à humanidade e uma palavra de esperança e de consolo para todos os que sofreram». «Li nas palavras de Bento XVI este sofrimento pelo sucedido, pelas responsabilidades do nazismo e, em certa parte, também do povo alemão», constata Laras. O Papa no campo de concentração se perguntou por que Deus guardou silêncio durante essa tragédia. O presidente dos rabinos da Itália comenta as palavras do Santo Padre explicando que, «antes de nos perguntarmos pelo silêncio de Deus, é necessário perguntar pelos silêncios do homem, ou seja, onde estava o homem em Auschwitz?». «No fundo, o homem é uma criatura que leva impressa a imagem de Deus --acrescenta o representante judeu--. É uma criatura dotada de liberdade. Temos de considerar que seguramente o homem não exerceu de maneira digna o poder da liberdade que lhe foi dado por Deus. Portanto, antes de propor-se uma pergunta teológica, talvez é necessário propor-se uma pergunta ética ou sociológica». A memória de Auschwitz, segundo Laras, deve levar a «tomar consciência aquilo que sucedeu e ao compromisso para dizer ?nunca mais?». Por sua parte, Leone Paserman, presidente da comunidade judaica de Roma, considerou em declarações à emissora pontifícia que a visita do Papa «é um reconhecimento do horror do Holocausto. O próprio Papa quis sublinhar que, como alemão, não podia deixar de vir a Auschwitz».

 

Muitos aplausos na «Cracóvia» de Bento XVI

Numa homilia cheia de elogios ao antecessor, Bento XVI mostrou aos polacos a admiração que tinha por João Paulo II. ?No início do segundo ano do meu Pontificado, vim à Polônia e a Cracóvia por uma necessidade do coração; vim como peregrino dos passos do meu predecessor, queria respirar o ar da sua pátria" - afirmou Bento XVI. E considerou a terra natal do Papa do «sorriso» como ?sua Cracóvia?. Depois desta afirmação, os intermináveis aplausos dos polacos demonstraram que João Paulo não estava esquecido e que abriram o coração ao Papa alemão. Graças a ele, a Polônia transformou-se num país querido por todos? - sublinhou Bento XVI. Desafiando o lamaçal que havia no parque de Bonie, devido à intensa chuva que caiu durante a noite, os polacos vindos de todo o país não desanimaram e receberam o Papa com o mesmo carinho com que trataram Karol Wojtyla quando voltou ao lugar em nove ocasiões. Na celebração, Bento XVI pediu aos conterrâneos de Karol que permaneçam firmes na fé e explicou que a fé em Cristo não significa ?colocar-se nas mãos de uma pessoa mas do Salvador?. Nas palavras que dirigiu aos fiéis, disse também que Cracóvia deve dar testemunho de Cristo perante o mundo inteiro, sobretudo depois da morte de Karol Wojtyla, porque o mundo ?precisa da força da fé dos polacos?. ?Peço-vos para partilharem com os outros povos da Europa e do mundo o tesouro da fé, também em honra da memória do vosso compatriota, que, como sucessor de S. Pedro, o fez com extraordinária força e eficácia? - apelou.

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